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Fracassa negociação entre CSN e sindicato

Fracassou a negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense e representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para discutir a flexibilização de direitos trabalhistas dos empregados da siderúrgica. O presidente do sindicato, Renato Soares Ramos, havia informado que a CSN ameaçava demitir mais 1,1 mil funcionários, além dos 1,3 mil dispensados desde janeiro, caso não houvesse avanço nas conversações, iniciadas às 10 horas de hoje na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Volta Redonda.

ALBERTO KOMATSU, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 17h37

No entanto, um discurso do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, proferido ontem no plenário da Alerj, informa que o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, contou a ele que o número de novas demissões alcançaria 1,8 mil pessoas. "Se houver amanhã (hoje) no DRT esse avanço de negociações com o sindicato, não haverá demissão. Se não houver, como a paralisação desse alto-forno representa também 40% de toda a produção, não serão 1.100 demitidos, serão 1.800 demitidos", afirmou Picciani

Ele se referiu à paralisação do segundo alto-forno da CSN, que vai entrar em manutenção por 49 dias a partir deste domingo. Essa paralisação estava programada para ocorrer no final do ano passado, mas foi adiada por causa do crescimento da demanda de aço antes da crise. A CSN foi procurada e informou que vai divulgar um comunicado ainda hoje.

Ramos afirmou que a reunião foi interrompida por volta das 15h15 após os negociadores da CSN receberem um telefonema e anunciarem que as negociações estavam encerradas. Entre alguns dos pontos que estavam em pauta, havia a redução do pagamento do benefício de férias dos atuais 70% de um salário para 33%, piso estabelecido pela lei. A CSN também queria aumentar o turno diário de 6 horas para 8 horas, sem alteração na remuneração.

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