Fraco PIB dos EUA nutre apostas de Selic estável e juros caem

Os dados do Produto Interno Bruto dos EUA estimularam nova rodada de queda dos juros futuros ontem, ao denunciar que a maior economia do planeta vem mostrando recuperação lenta, o que deve imobilizar as taxas de juros por lá no atual patamar histórico de baixa (de zero a 0,25% ao ano) por um longo período. O PIB norte-americano subiu 2,4% ao ano com ajuste sazonal no segundo trimestre. No entanto, entre o quarto trimestre de 2007 e o segundo trimestre de 2009 o PIB real do país declinou à taxa média anual de 2,8%, ante estimativa anterior de contração de 2,5%. Esses dados externos chegaram um dia após o Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro ter alertado na ata da reunião de julho que ''aumentou a probabilidade de que se observe alguma influência desinflacionária do ambiente externo sobre a inflação doméstica''. Os juros futuros recuaram, reforçando a possibilidade de o Banco Central não mexer mais na taxa Selic. A taxa para janeiro de 2011 caiu a 10,77%, para janeiro de 2012 recuou a 11,47% e para janeiro 2014 cedeu a 11,88%.

Cenário: Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

A Bovespa subiu 0,84%, aos 67.515,40 pontos - maior pontuação desde 3 de maio -, e completou dez sessões consecutivas em campo positivo, período em que se valorizou 8,30%. Em julho, acumulou alta de 10,80% - ganho mensal mais alto desde maio de 2009. O forte desempenho no mês foi impulsionado por ações da Vale e dos setores bancário, de construção e de consumo no período.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,34%, para R$ 1,7550 no balcão- menor patamar desde 13 de julho. Na semana, a moeda norte-americana perdeu 0,22%, enquanto em julho recuou 2,72%. No ano, a divisa dos EUA apura alta de 0,69%.

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