Fraga e Gustavo Franco defendem independência do BC

A independência do Banco Central num futuro governo foi defendida pelo atual presidente da instituição Armínio Fraga e pelo ex, Gustavo Franco, hoje no Rio de Janeiro. Em entrevista concedida ao votar no Gávea Golfe Country Clube, Armínio disse que "há sinais" de que isso deve acontecer em breve. "Não sei se há tempo hábil para ocorrer esta independência ainda este ano, mas está clara esta intenção no Congresso, além de ser uma tendência mundial". Antes de Fraga, no mesmo local de votação, Gustavo Franco foi além: "Não sei se o ideal seria a independência da maneira como tem sido defendida, mas pelo menos a dissociação dos mandatos dos presidentes do Banco Central e da República", comentou. Franco disse também que a independência do BC facilitaria o processo de transição. Ele comentou que apóia a posição do BC de não ter tentado "segurar" o dólar nas últimas semanas porque "qualquer medida que fosse tomada agora teria data para acabar, já que se sabe que a diretoria do BC vai mudar de qualquer maneira". O ex-presidente do BC não declarou seu voto, mas estava acompanhado de seu filho que tinha o número 13 (do candidato do Partido dos Trabalhadores) pintado no queixo.Fraga reiterou o aspecto otimista com a recuperação da economia brasileira. "Não quer dizer que a situação vai melhorar de uma hora para outra. Mas já há sinais de melhora há alguns meses em relação à base econômica e há alguns dias em relação à operações no mercado financeiro", disse Armínio. Na sua opinião, é possível olhar para o futuro econômico do Brasil com confiança e "sonhar com um quadro bom pela frente". "Já há algum tempo venho insistindo em dizer que o Brasil tem bons fundamentos, a balança comercial está respondendo melhor do que era esperado, apesar da crise econômica no mundo todo".

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