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Fraga vai à Europa ouvir queixas e dar explicações

Em quatro encontros que manterá, a partir de quarta-feira, na Europa, com dirigentes dos maiores bancos do mundo, investidores, acadêmicos, integrantes de governos e a mídia, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, pretende ouvir muito a respeito do grau de apreensão em relação ao risco Brasil e às turbulências do mercado financeiro, nas últimas semanas, e tentará transmitir a eles que os fundamentos da economia brasileira são sólidos e que o futuro presidente da República, quem quer que seja ele, fará uma gestão responsável da macroeconomia. "Vou procurar convencê-los de minha tese usual, segundo a qual interessa ao próximo presidente da República manter a gestão macroeconômica ajustada, nos trilhos, exatamente para ele poder avançar em outras áreas", disse Fraga.Logo após assisitr ao jogo do Brasil com a Turquia na quarta-feira, em Londres, Fraga fará palestra sobre a situação atual da economia brasileira, seguida de uma reunião com um grupo selecionado de investidores. "Nas duas reuniões procurarei mostrar como andam os fundamentos da nossa economia, argumentando em particular que, mesmo sob hipóteses conservadoras relativas ao crescimento econômico e juros reais, a dinâmica da dívida é bem comportada". À noite, o presidente do BC jantará com um pequeno grupo de formadores de opinião - jornalistas, integrantes do governo inglês, professores universitários, empresários e especialistas em Brasil. Na quinta-feira, pela manhã, Fraga seguirá para Paris, para novos encontros com grupos de investidores, acadêmicos e empresários. E na sexta-feira, ainda em Paris, ele participará de uma conferência no Institute of International Finance (IIF).A palestra que pronunciará no IIF e o debate em seguida são os eventos mais aguardados deste programa de viagem. "Vou trocar idéias com gente de governo, como eu, e presidentes dos maiores bancos do mundo. Pretendo ouvir muito o que eles têm a dizer e informar sobre nosso País". Será uma oportunidade para o presidente do BC ouvir de dirigentes dos maiores bancos da Europa e Estados Unidos explicações para a disparada do risco Brasil, a queda dos títulos da dívida brasileira no exterior, as restrições de crédito para empresas brasileiras.

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