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França acelera fusão de bancos

Operação envolve Caisse d?Épargne e Banque Populaire

Joe Schmid, O Estadao de S.Paulo

24 de fevereiro de 2009 | 00h00

Os políticos na França geralmente não têm dificuldades em pronunciar a palavra "nacionalização". Enquanto dois bancos franceses, o Caisse d?Épargne e o Banque Populaire, lutam para superar a turbulência financeira, Paris decidiu acelerar sua fusão, ao fazer um aporte financeiro no controle da nova instituição e colocar lá seu próprio time administrativo. A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, disse ontem que o governo francês injetaria até 5 bilhões (US$ 6,4 bilhões) no banco que seria formado a partir da fusão do Caisse d?Épargne e do Banque Populaire, por meio da compra de contratos que podem ser convertidos em ações. Christine afirmou que provavelmente o governo terá 20% do banco resultante da fusão. O montante exato, porém, deve ser anunciado quinta-feira, quando os dois bancos anunciam seus resultados. Além disso, o governo da França pretende tomar as rédeas da gestão do novo banco. O presidente Nicolas Sarkozy planeja nomear um economista de renome, François Pérol, como presidente-executivo do banco, de acordo com reportagens publicadas nos jornais franceses. É a primeira vez em que um governo ocidental lança mão de recursos como ajuda financeira e controle da gestão como forma de trazer um banco de volta à saúde financeira. "O governo tem uma carga enorme. É um tradição francesa voltar aos tempos de Colbert", afirmou Jean-Pierre Béguelin, economista-chefe do Pictet, banco privado de Genebra. Ele fez menção às políticas de Jean-Baptiste Colbert, o ministro das finanças de Louis XIV, conhecido por aumentar os impostos. A decisão sobre quem ocupará a presidência-executiva do novo banco sairá até o fim da semana. O nome de François Pérol é bem cotado. O economista trabalhou para o presidente Sarkozy quando ele era ministro das Finanças, em 2004. Um ano depois, Pérol deixou o serviço público para trabalhar no banco de investimentos Rothschild. Quando Sarkozy se tornou presidente em 2007, Pérol foi nomeado chefe dos deputados. O principal negócio dos bancos Caisse d?Épargne e Banque Populaire é o crédito a pessoas físicas e empresas. Em 2006, eles uniram suas divisões de gestão de ativos, criando um novo banco, o Natixis. Mas a crise internacional atingiu em cheio a instituição, que precisou de um aporte de 1,5 bilhão para evitar a falência.

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