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França acha Rodada Doha improvável no 'futuro próximo'

A diferença que separa aspartes envolvidas nas negociações comerciais globais faz comque um acordo seja improvável no futuro próximo, disse aministra francesa da Economia, Christine Lagarde, naquinta-feira. Falando em um debate organizado pelo sindicato patronalMedef nos arredores de Paris, Lagarde disse que a maior demandae menor oferta de determinados produtos agrícolas alterou ascondições possíveis para um acordo agrícola, que seria parteessencial de um acordo geral. Ela disse também duvidar de que o governo do presidentenorte-americano, George W. Bush, consiga autorização doCongresso dos EUA para selar um acordo. Os negociadores retomarão na semana que vem em Genebra achamada Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio,iniciada em 2001 com o objetivo de reduzir tarifas e subsídiosagrícolas para abrir mercados. Se um acordo não for delineado nos próximos meses, asnegociações vão coincidir com a campanha presidencialnorte-americana para 2008, e então Washington teria menosmargem de manobra. "Acho que a lacuna entre as posições de alguns e asconcessões de outros é grande demais para que se possa anteverum acordo no futuro próximo", disse Lagarde, sem dar detalhes. Em Washington, assessores da representante comercial dosEUA, Susan Schwab, distribuíram na quinta-feira trechos de umaentrevista concedida na véspera por ela a jornalistasestrangeiros na qual também manifestava dúvidas sobre umacordo. "Acho que há um reconhecimento de que estamos começando aficar sem opções quando se trata da Rodada Doha", disse Schwab. Ela também manifestou preocupação com a reação de Brasil,Índia e outros importantes países em desenvolvimento contradois textos preliminares divulgados no mês passado em Genebrapelos presidentes dos grupos responsáveis pelas negociações debens agrícolas e de bens industriais da Rodada Doha. Schwab disse que as reações variaram de exigências pormudanças profundas até a recusa pura e simples do texto porparte de Argentina, Venezuela e alguns outros. "Isso poderealmente descarrilar as negociações de Doha", afirmou ela. Antes das declarações da sua ministra, o presidente daFrança, Nicolas Sarkozy, disse que a Europa não tem por queobedecer às regras da competição justa se outros países não ofizerem. Falando no mesmo evento que Lagarde, o comissário(ministro) europeu de Comércio, Peter Mandelson, se disse"muito preocupado" com o tom "simplista" de grande parte dadiscussão das questões comerciais mundiais. "Se nossa resposta à falta de abertura que vemos nos outrosfor nos fechar e começar a criar alguma espécie de ''FortalezaEuropa'', qual será a resposta dos outros? Será uma FortalezaEstados Unidos, será uma Fortaleza China, será uma FortalezaÍndia, será uma Fortaleza Brasil", afirmou. "Estou muitopreocupado com isso." (Reportagem adicional de Doug Palmer em Washington)

REUTERS

30 de agosto de 2007 | 21h13

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