França ainda não tem balanço do prejuízo com as paralisações

O grupo petroquímico suíço Pétroplus anunciou ontem o fechamento da refinaria de Reichstett, em Estrasburgo, e, como consequência, a eliminação de 253 postos de trabalho direto e de outros mil subcontratados. Segundo a direção da empresa, o fechamento se deve às dívidas do grupo, avaliadas em ? 36 milhões em 2009. A greve realizada na usina teria sido, assim, apenas a gota d"água.

, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

A decisão não foi suficiente para levar a França a refletir sobre os custos do movimento de greve realizado contra a reforma das aposentadorias. O Estado analisou ontem os maiores institutos econômicos, universidades e bancos franceses. Nenhum divulgou um estudo do impacto das greves realizadas há três semanas, e que se acentuaram nos últimos 10 dias. Ao contrário: economistas franceses tendem a menosprezar o tamanho do buraco causado pelas paralisações.

A explicação para o menosprezo pelo custo das greves se dá porque em 1995, 2003 e 2005 - quando acontecerem grandes protestos populares ou distúrbios na periferia -, os protestos e a paralisação econômica do país teria sido muito superior aos problemas de 2010. Segundo Frédérique Cérisier, economista do banco BNP Paribas, os prejuízos são setoriais, e não generalizados na economia. "Não estamos em uma greve das que as pessoas não conseguem ir trabalhar. Não podemos dizer que a atividade econômica está bloqueada na França", afirmou.

Entre os setores que perderam dinheiro com a recente greve , estão a empresa de transportes ferroviários SNCF, que opera linhas nacionais e internacionais, a Air France e a indústria petrolífera.

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