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França ameaça deixar G-20 se faltar acordo por maior regulação

Secretário do Tesouro dos EUA nega que Washington só está interessado em estímulo fiscal na reunião do grupo

REGINA CARDEAL E NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 11h37

A França poderá retirar-se da reunião do Grupo dos 20 (G-20) países mais industrializados e em desenvolvimento em Londres no dia 2 de abril se suas demandas por maior regulação financeira não forem atendidas, disse a ministra das Finanças, Christine Lagarde, em entrevista à BBC. "Sim, vamos. O presidente (Nicolas) Sarkozy foi muito claro neste front. Ele disse que se as condições ''não estiverem lá, eu não vou assinar o comunicado''. Isso quer dizer abandonar", afirmou Lagarde. "Eu acho que ele está muito determinado", acrescentou a ministra.

 

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O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, rejeitou em entrevista ao Financial Times a sugestão de que Washington só está interessado em estímulo fiscal na reunião do G-20, afirmando que todas as nações do grupo concordam com a necessidade de uma forte resposta regulatória à crise econômica. Geithner disse que a regulação continua sendo questão soberana, mas reformas nacionais "não vão funcionar a não ser que sejamos capazes de trazer outros para junto de nós".

Já o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que o encontro dos líderes do G-20 esta semana não resultará em "solução milagrosa" para a crise financeira e mais encontros podem ser necessários este ano. "Seria útil ter outro encontro este ano", disse Barroso a jornalistas em Bruxelas, acrescentando que "não podemos esperar uma solução milagrosa em 2 de abril".

Os líderes do G-20 se reúnem na quinta-feira em Londres para negociações com intuito de coordenar uma resposta para a crise financeira global.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, por sua vez, afirmou que os líderes do G-20 vão concordar "pela primeira vez na história" com regras globais sobre remuneração no setor bancário. "Em outras palavras, cada país vai assinar uma lista de regras que nós e outras nações aplicarão ao sistema bancário", disse ele, após discurso em que pediu a volta de um senso de moralidade no sistema financeiro global. "As dificuldades nos levaram a concordar que haverá regras globais nesta área no futuro."

O premiê britânico enfatizou a necessidade de regulação para ter uma dimensão moral, durante discurso em Londres junto com o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd. As regras para a remuneração bancária fazem parte disso, afirmou ele. "Da mesma forma que estamos eliminando paraísos fiscais, estamos tentando eliminar práticas ruins ao insistir que haja regras globais e não simplesmente regras que se apliquem a um país e possam ser ignoradas em outro", disse Brown. As informações são da Dow Jones.

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