França anuncia plano de resgate de até 360 bi de euros

Sarkozy diz que governo não deixará bancos falirem e destaca que pacote não terá custo para o contribuinte

Efe,

13 Outubro 2008 | 12h23

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta segunda-feira, 13, um plano anticrise de até 360 bilhões de euros, destinados a garantir os empréstimos entre bancos e a intervir nas instituições com problemas de liquidez. Sarkozy disse que o governo destinará no máximo 320 bilhões de euros para garantir os empréstimos entre entidades e fomentar o mercado creditício. Os 40 bilhões de euros restantes serão usados para impedir a quebra dos bancos mais afetados pela crise financeira. Com a verba, o Estado francês poderia entrar no capital das entidades à beira da falência.   Veja também: Alemanha confirma pacote anticrise de até 500 bi de euros Em meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exterior Após decisão da UE, diversos países anunciam ações anticrise Europa vai garantir dívidas bancárias por até 5 anos Reino Unido vai resgatar seus 4 maiores bancos, diz jornal Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    Sarkozy afirmou que o Governo "não deixará nenhum banco falir" e destacou que, caso haja esse risco, tomará o controle da entidade e mudará sua direção. "Com estas medidas, esperamos pôr fim à crise de confiança e evitar que os franceses paguem um custo exagerado que uma crise do sistema bancário teria. Não seriam os bancos os mais afetados, seriam os franceses, suas economias e seus empregos", declarou. O presidente francês destacou ainda que o plano não terá nenhum custo para o contribuinte.   No caso das garantias de empréstimos entre bancos, a quantia de 320 bilhões de euros "é um teto que não será alcançado", garantiu o presidente francês. Quanto aos 40 bilhões de euros para recapitalizar os bancos, Sarkozy afirmou que o Estado ficará com ações das entidades, que serão vendidas após o fim da crise e sempre que seu valor no mercado seja pelo menos similar ao dinheiro público investido.   Os ministros franceses também concordaram em dar início a um conjunto de medidas destinadas a amenizar as conseqüências da crise nas economias domésticas e nas das pequenas e médias empresas."O compromisso do Estado é considerável", afirmou Sarkozy, que comparou o plano francês com o adotado por outros vizinhos europeus, mas destacou que "a Europa unida fez mais do que os Estados Unidos" para atenuar a crise financeira.   Sarkozy também disse que, quando a crise passar, deverá ser feita uma "refundação do capitalismo", para a qual proporá "nas próximas semanas" uma cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) e das nações emergentes para definirem as bases do novo sistema.   "Queremos um capitalismo de empreendedores", afirmou o presidente francês, que se comprometeu a pedir contas aos responsáveis pela atual crise.

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