Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

França dará até ? 6 bi a montadoras

Em contrapartida, governo quer que empresas não fechem fábricas

Andrei Netto, PARIS, O Estadao de S.Paulo

21 de janeiro de 2009 | 00h00

O governo francês anunciou ontem, em Paris, a disposição de investir de ? 5 bilhões a ? 6 bilhões no socorro à indústria automobilística do país, formada pelas gigantes Renault e PSA Peugeot Citroën. Em contrapartida, as companhias que aderirem ao plano terão de se comprometer a não fechar indústrias no país, mantendo um nível de produção mínimo, ainda não definido.O projeto foi apresentado na sede do Ministério da Economia a 500 convidados, entre membros do governo, executivos do setor automobilístico e sindicalistas, durante a abertura de uma "assembleia-geral", um fórum de debates destinado a reformar o setor. Em seu pronunciamento, o primeiro-ministro François Fillon foi direto ao assunto: "Nosso esforço de auxílio à indústria automobilística será maciço. De quanto falamos? De ? 5 bilhões a ? 6 bilhões." O governo francês também se comprometeu a flexibilizar o acesso das montadoras aos mecanismos de financiamento público e a enviar, até fevereiro, o plano detalhado para a Comissão Europeia, que terá de autorizá-lo. Entre as contrapartidas, o governo vai exigir também medidas de controle sobre a remuneração de executivos e sobre o pagamento de dividendos a acionistas.A resposta das montadoras veio no próprio evento. De acordo com o brasileiro Carlos Ghosn, diretor-presidente da Renault, o grupo está pronto a aceitar a proposta. Para Ghosn, o auxílio pode ser crucial para atravessar a turbulência que atinge o setor. "O fundo ainda está por vir e a crise não terá curta duração. Os anos de 2009 e 2010 serão difíceis, senão decisivos, para a indústria." Já o grupo PSA Peugeot Citroën não confirmou se aceita as condições propostas pelo governo. Segundo Christian Streiff, presidente do grupo, a companhia quer guardar seu capital, sua independência e sua liberdade de ação intactos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.