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França descarta reestruturar dívidas na UE

A reestruturação da dívida de qualquer país que integra a zona do euro não está na agenda, de acordo com a ministra da Economia da França, Christine Lagrade. Segundo ela, os governos da região preferiram quebrar suas regras e juntar forças para socorrer Grécia e Irlanda.

REUTERS, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

Em entrevista ao diário belga De Tijd, Christine negou, no sábado, que uma reestruturação fosse a única opção para a Grécia ou outro país.

O temor em relação à capacidade dos países da periferia da zona do euro de administrar suas dívidas aumentou na sexta-feira passada, quando a agência de classificação de risco Moody"s rebaixou a nota da Irlanda e os líderes da União Europeia, reunidos em Bruxelas, mantiveram-se distantes de novas medidas para lidar com a crise fiscal.

Em comentário ao The Wall Street Journal, Christine declarou que os encarregados das políticas da União Europeia optaram deliberadamente por violar as regras do bloco para resgatar a Grécia e a Irlanda.

O Tratado de Lisboa, conjunto de normas que rege a UE, põe obstáculos aos resgates. Os líderes europeus concordaram, na reunião de quinta-feira passada, fazer algumas emendas, a fim de criar uma rede permanente de segurança financeira a partir de 2013. "Violamos todas as regras porque queríamos juntar forças e resgatar a zona do euro", afirmou a ministra.

A reunião aprovou uma emenda para o tratado com a finalidade de criar o Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM) e enfrentar crises financeiras a partir de 2013.

O mecanismo vai garantir empréstimos sob estritas condições a Estados-membros que tenham problemas. Os detentores de bônus do setor privado vão compartilhar o custo de qualquer amortização de dívida soberana.

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