Ciete Silvério/GovSP
Ciete Silvério/GovSP

França diz que levará pedidos de caminhoneiros ao governo federal

Demandas consistem em esclarecer medidas já anunciadas, como a redução no preço do óleo diesel

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2018 | 20h42

SÃO PAULO - O governador Márcio França (PSB) se reuniu nesta segunda-feira, 28, com dois grupos de caminhoneiros e sindicatos para tratar das reivindicações da categoria no oitavo dia de paralisação. França disse que levará as demandas, que consistem em esclarecer medidas já anunciadas, como a redução no preço do óleo diesel, ao governo federal para que os motoristas desobstruam rodovias no Estado de São Paulo.

Os encontros, que ocorreram no Palácio dos Bandeirantes, reuniu grupos que mantêm bloqueios em rodovias como a Régis Bittencourt e outro, mais local, que se posiciona em frente a refinarias. Ele disse que, apesar dos impactos em serviços de saúde privados e no transporte público, o Estado ainda possui combustível para manter atividades regulares da Polícia Militar e em unidades de saúde públicas. Nesta segunda, o governo informou que a PM realizou 70 escoltas de combustível e prendeu sete pessoas por desobediência durante um protesto em Campinas.

++ Nova reunião de ministros para discutir greve tem presença da PF, Anac, CGU, PRF e Conab

Dos grupos, França disse ter ouvido a demanda por mais clareza nas medidas anunciadas. Primeiro, os grupos pediram que seja divulgada uma tabela, pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), em que se informe a definição do frete mínimo para cada tipo de veículo. Além disso, pedem que as multas aplicadas durante a paralisação sejam anistiadas. Por fim, querem que seja divulgada uma tabela com a redução aplicada dos 46 centavos Estado a Estado sobre o preço do óleo diesel no valor praticado no sábado retrasado. “Eles dizem ter a capacidade de em três horas, a partir da publicação das medidas no Diário Oficial, terminar a paralisação”, disse o governador.

França disse ter conversado com o presidente Michel Temer pela manhã e que voltaria a conversar ainda nesta noite com ele para expor a pauta dos motoristas visando a encontrar uma solução. “Me perguntam se eles deram garantia. Desde sábado, nas negociações, tudo foi cumprido. Então, vamos ver se a gente consegue acelerar esses pedidos para que eles liberem as vias. Confio na capacidade de mobilização deles”, disse o governador.

++ Líderes 'se renderam e se venderam' dizem caminhoneiros no WhatsApp

O governo acredita que, em caso de desmobilização da paralisação, os serviços mais importantes poderão voltar ao normal em até cinco dias, e tudo poderá ser normalizado em até 15 dias  França disse ter sentido sinceridade dos representantes com quem se reuniu acompanhado de secretários de Estado e eles “nem gostam de política”, lamentando que tenham sido misturadas outras reivindicações na pauta atual.

Um dos grupos que se reuniu com o governador é liderado por Norival de Almeida Silva, presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral de São Paulo (Fetrabens). Após o encontro, Silva disse que “falta comunicação” para a greve terminar e que “nenhuma entidade hoje pode dizer que tem o poder de liberar rodovia”. Junto ao governador, o presidente da Federação disse ter obtido aval favorável para outras demandas como mais pontos de paradas nas estradas estaduais e estudo para parcelamento do IPVA 2019, o que o governador disse estar sob análise.

Silva também lamentou a atuação de “infiltrados” no movimento de paralisação. “Tem muita gente plantando problema. Até agora, ganhamos tudo que pedimos, mas estamos começando a perder apoio”, disse.

Greve dos Caminhoneiros AO VIVO

Acompanhe aqui outras notícias sobre a greve dos caminhoneiros minuto a minuto.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.