França e Alemanha chegam a posição conjunta sobre Grécia

Alemanha e França chegaram a uma posição comum sobre o segundo resgate financeiro à Grécia como parte dos esforços para evitar que a crise de dívida do país contagie a Europa, afirmaram autoridades na quarta-feira.

GERNOT HELLER E EMMANUEL JARRY, REUTERS

20 de julho de 2011 | 21h35

O acordo foi feito depois de sete horas de negociações na noite de quarta-feira entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Berlim, disseram fontes de ambos os governos.

Detalhes da posição conjunta não foram divulgados, mas a delegação francesa disse que poderá incluir uma participação do setor bancário. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, participou de parte da reunião.

O acordo franco-germânico será apresentado a uma cúpula em Bruxelas, na quinta-feira, com todos os 17 líderes da zona do euro sobre a crise grega, que nas últimas semanas ameaçou envolver Estados maiores, como a Itália.

O novo acordo completaria o plano de resgate de 110 bilhões de euros para a Grécia lançado em maio do ano passado. Ele deve incluir novos empréstimos emergenciais para Atenas dos governos da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional, e uma contribuição de investidores do setor privado.

Preocupados com o impacto nos mercados financeiros e com certa cautela para não irritar seus próprios contribuintes, os governos da zona do euro têm lutado há várias semanas para chegar a um acordo sobre os principais aspectos do plano, especialmente em relação à contribuição do setor privado.

O euro subiu moderadamente em relação ao dólar em resposta ao anúncio franco-germânico, mas os mercados devem permanecer nervosos até que os detalhes sejam revelados. O plano de dar mais dinheiro à Grécia e envolver os bancos pode enfrentar obstáculos legais e técnicos.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, advertiu na quarta-feira que a economia global sofrerá se a Europa não puder convocar a vontade política para agir de forma decisiva sobre a Grécia.

"Ninguém deve se iludir: a situação é muito grave. Ela requer uma resposta, caso contrário as consequências negativas serão sentidas em todos os cantos da Europa e mais além", afirmou Barroso em entrevista coletiva.

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