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França e Alemanha concordam sobre aumento de fundo, diz jornal

França e Alemanha concordaram em impulsionar um fundo de resgate financeiro da zona do euro para 2 trilhões de euros (2,76 trilhões de dólares), como parte de um plano para resolver a crise de dívida do bloco que deve ganhar apoio num encontro da União Europeia (UE) no domingo, reportou nesta terça-feira o jornal britânico The Guardian.

REUTERS

18 de outubro de 2011 | 22h30

Citando diplomatas sêniores da UE, o jornal informou que a zona do euro vai endossar um aumento de cinco vezes no fundo de resgate, hoje em 440 bilhões de euros, que passaria então a cerca de 2 trilhões de euros, com o objetivo de ajudar governos e bancos problemáticos a sobreviverem caso a Grécia ou qualquer outro país em apuros declare calote.

O jornal reportou que a confiança de que o plano seja aprovado no encontro cresceu, depois que a Moody's alertou que poderia colocar o rating "AAA" da França em revisão, citando o custo de socorrer bancos ou outros países problemáticos da zona do euro.

Uma fonte sênior do bloco, contudo, disse à Reuters que não houve nenhuma menção sobre tal acordo.

Mais cedo, a chanceler alemã, Angela Merkel, alertou que os líderes da zona do euro não vão resolver a crise de dívida em um encontro.

Merkel ponderou, contudo, que mais passos serão necessários.

As bolsas de valores dos Estados Unidos e o euro subiram após a notícia, embora operadores tenham dito que adotaram a postura de "esperar para ver".

Se for verdade, a notícia "será o que os mercados têm buscado, e 2 trilhões (de euros) me parecem razoáveis", disse o estrategista-chefe da Forex.com, Brian Dolan, em Bedminster, Nova Jersey.

No entanto, acrescentou ele, "tenho que encarar isso com a pulga atrás da orelha. Temos visto muitas notícias europeias de que algo é iminente, para depois ser decepcionante na manhã seguinte."

Os mercados temem que os líderes europeus não cheguem a um acordo sobre um plano para resolver a crise, que já forçou Grécia, Irlanda e Portugal a solicitar pacotes de socorro e que já elevou os custos de financiamento de Itália e Espanha.

(Reportagem de Steven C. Johnson)

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