Altea Tejido/EFE/EPA
Altea Tejido/EFE/EPA

França, Itália e Espanha restringem negociações no mercado acionário para conter volatilidade

Medida vai temporariamente suspender as apostas feitas por investidores na queda de ações de várias empresas

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2020 | 09h34

França, Itália e Espanha restringiram as negociações nos mercados acionários nesta terça-feira, 17, proibindo vendas "a descoberto" para proteger algumas das maiores empresas da Europa de uma liquidação provocada pelo novo coronavírusA medida, também adotada pela Bélgica, vai temporariamente suspender as apostas em ações em queda de várias empresas, da Anheuser-Busch InBev ao banco espanhol Santander e à empresa aérea Air France-KLM. 

Nas vendas "a descoberto", operadores tomam emprestado a ação de uma empresa com a visão de vendê-la, esperando recomprá-la a um preço mais baixo e embolsar a diferença, prática que normalmente exacerba os movimentos do mercado em meio a vendas de pânico.

A rara intervenção nos mercados, vista pela última vez na esteira da crise financeira, destaca o crescente senso de alarme nas capitais europeias conforme tentam conter uma doença que já fechou as escolas e lojas em todo o continente.

Na Itália, a proibição de 24 horas se aplica ao seu maior banco, UniCredit, e à montadora Fiat Chrysler Automobiles. O regulador italiano do mercado, Consob, deve anunciar ainda uma proibição mais duradoura que pode adotar por até 90 dias, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

O partido governista 5-Estrelas, parte de uma coalizão do governo, chegou a pedir que os mercados acionários do país seja fechados totalmente. Isso, entretanto, não recebeu apoio político. 

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