France Telecom reduz preço do IPO da Orange

A France Telecom reduziu em 18% a faixa de preço para a oferta pública inicial (IPO) das ações da Orange, sua unidade para telecomunicação celular, em uma decisão que considerou a "crescente sensibilidade" dos investidores institucionais em relação aos preços atuais dos papéis de telecomunicações. A empresa também citou a guinada da situação econômica dos EUA como outro fator que a levou a reestruturar o preço da IPO. Com a redução do preço, a empresa deverá captar cerca de 6,8 bi de euros (US$ 6,3 bi) com a IPO e terá de procurar outras alternativas para reduzir sua dívida. As ações da Orange serão colocadas a um preço entre 9,50 euros e 11 euros, o que confere à empresa um valor de 45,6 bi de euros. Em 22 de janeiro, a France Telecom tinha anunciado que o preço da IPO ficaria entre 11,50 euros e 13,50 euros. A diminuição do preço da oferta representa um impacto para a France Telecom, que precisa realizar a operação para ajudar no refinanciamento da compra por US$ 33 bi da Orange, a terceira maior operadora de telefonia celular do Reino Unido. A France Telecom comprou a Orange da Vodafone no final do ano passado. A France Telecom adiou ainda de 8 de fevereiro para 9 de fevereiro o prazo para que o varejo apresente suas propostas de compra, dando o mesmo prazo válido para os investidores institucionais. O preço final da operação será anunciado em 13 de fevereiro e as ações começarão a ser negociadas no mercado no mesmo dia nos mercados de Londres e Paris. A decisão da France Telecom de diminuir em cerca de 18% a faixa de preço para a IPO jogou um balde de água fria nos planos de outras empresas de telecomunicações. Várias companhias do setor, como a holandesa Royal KPN e a British Telecommunications pretendiam levantar recursos no mercado com o lançamento de IPOs de suas unidades celulares. O nível de endividamento do setor de telecomunicações deu saltos no ano passado, após as empresas desembolsarem grandes somas de dinheiro para adquirir as licenças UMTS para exploração do serviço de terceira geração de telefonia celular. As vendas dessas licenças renderam mais de US$ 100 bi aos governos da região. As informações são das agências internacionais.

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