Franceses podem construir usinas no Brasil

A França e a companhia Areva são, até o momento, os favoritas do governo brasileiro para construir quatro usinas nucleares previstas para entrar em operação até 2030, informou ontem, em Ecaterimburgo, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. Segundo ele, a França detém o know-how para reaproveitar até 90% dos rejeitos da usina e pode levar os contratos, estimados em R$ 40 bilhões. Há uma semana, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do ministério confirmou o plano do governo de construir quatro usinas nucleares até 2030, cada uma com capacidade de produzir 1 mil MW. Segundo o secretário, Altino Ventura Filho, a primeira pode ser construída antes de 2019, entre Salvador e o Recife. As três demais também ficariam no Nordeste. Cada usina é avaliada em R$ 10 bilhões, com base na atualização do custo de Angra 3. A Areva está presente no Brasil desde que adquiriu a alemã Westinghouse, fabricante dos reatores de água pressurizada (PWR), os mesmos instalados nas três usinas de Angra. Hoje, o Reator Pressurizado Europeu (EPR), de última geração, da Areva é o mais moderno do mercado. A companhia russo-alemã Siemens-Rosaton deve entrar na disputa, segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

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