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Frango brasileiro provoca crise na França

O Brasil tornou-se o maior concorrente da França na produção e exportação de frango não só para a Europa, mas também para o Oriente Médio. A região de Chateaulin, na Bretanha, responsável por 40% da produção francesa, atravessa uma grave crise e os criadores estão ameaçados por um plano de encerramento de atividades por causa de uma superprodução de 100 mil a 200 mil toneladas de carne de frango, o que equivale a 5% a 10% da produção total.Com a dificuldade de concorrer com o produto brasileiro na exportação, os criadores franceses estão reclamando da falta de transparência nas regras de produção no Brasil, afirmando que em setembro deste ano foram encontrados traços de nitrofurane, um antibiótico proibido na Europa há mais de dez anos, no frango brasileiro.Depois de terem abandonado o setor, quando surgiu a crise com a doença da vaca louca, os criadores reabriram as empresas e voltaram à atividade. Agora, com esse problema praticamente superado, eles exigem novas ajudas e subsídios para encerrar as atividades. A maior queixa dos criadores franceses é contra o Grupo Doux France, principal criador europeu, que desde 1998 se instalou com grande sucesso no Brasil.O presidente do grupo, Charles Doux, considera que o Brasil se tornou o Eldorado para a criação de frango e sua empresa brasileira, Doux Brasil, já emprega mais gente no Brasil - 7,3 mil empregados, contra 7 mil na Doux France. Os principais concorrentes franceses o acusam de querer ganhar no Brasil e na França.O diretor de desenvolvimento do grupo, Francis Ranc, afirma que "o Brasil é um país feito para a criação", como no passado, depois da 2ª Guerra, foi a região da Bretanha, na França. Ranc se defende das acusações de transferência da empresa para o Brasil, dizendo que isso não ocorreu, pois o grupo continua forte na França.As empresas dessa natureza ainda sobrevivem no país graças a subsídios à exportação, principalmente quando exportam para o Oriente Médio. Se o preço de produção é superior à média mundial, a Europa paga a diferença. Mas a OMC tem exigido o fim dessas ajudas, e as empresas já não podem suportar a concorrência com países emergentes como o Brasil.

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