Franqueados ameaçam criar correio privado

Os franqueados dos Correios de São Paulo, que podem ter de fechar as portas em 10 de novembro caso o imbróglio das licitações não se resolva, estão se organizando para já no dia 11 lançar uma nova empresa que funcionará como um correio privado.

AE, Agencia Estado

25 de setembro de 2010 | 09h29

O presidente da Associação Brasileira de Franquias Postais de São Paulo (Abrapost), Márcio Ramos Pires, disse que já está com conversas "bem adiantadas" com empresas de logística para a entrega das correspondências. Hoje, as franquias só atuam na postagem dos materiais. A entrega fica a cargo dos Correios. "Como empresários não podemos simplesmente sucumbir, por isso buscamos uma saída já que não há diálogo com os Correios", diz Pires.

O chefe do Departamento de Relações Institucionais dos Correios, Mário Renato Borges da Silva rebate as críticas dos franqueados. "É um absurdo dizer que não há diálogo. Neste ano, a Abrapost participou de 10 reuniões aqui nos Correios", diz. Para Moreira e Pires, no entanto, a decisão dos Correios de colocar um plano de contingência de R$ 426 milhões para cobrir a saída dos franqueados da rede, foi unilateral e "encerrou qualquer chance de diálogo."

O imbróglio envolvendo as licitações das franquias da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) será alvo de uma reunião interministerial na próxima terça-feira, com representantes das Comunicações, do Planejamento, Orçamento e Gestão, da Casa Civil e da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na semana passada, os franqueados conseguiram uma liminar na 4.ª Vara da Justiça Federal de Brasília que obriga os Correios a paralisar o processo de licitação vigente e republicar os editais com a inclusão da ampliação do portfólio de serviços que podem ser prestados pelas lojas terceirizadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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