Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Fraqueza da economia ajuda o recuo da inflação, diz Ilan

Para o presidente do Banco Central, uma inflação baixa e estável é necessária para a retomada da economia

André Ítalo Rocha e Ricardo Leopoldo, Broadcast

12 de dezembro de 2016 | 14h50

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou nesta segunda-feira, 12, que a atual fraqueza da atividade econômica torna mais provável o processo de desinflação. Em seguida, ele disse que a inflação baixa e estável é condição necessária para a retomada da economia, pois preserva o poder de compra de indivíduos e das firmas. "Permite o alongamento do horizonte de planejamento", disse.

Goldfajn ressaltou, contudo, que a redução da taxa básica de juros tem de ser feita de forma responsável para ser sustentada no longo prazo. "E que assim não haja uma trajetória de reversão lá na frente", disse Goldfajn. "Todos queremos juros mais baixos, a questão é como chegar lá", afirmou.

De acordo com o presidente do BC, a política monetária tem sido efetiva nesse sentido. "A inflação estava em 10,57% ao fim de 2015 e agora as expectativas do boletim Focus apontam para 2016 com inflação em torno de 6,5%, que é o teto da meta", afirmou. "Tão ou mais importante é a expectativa para frente, de 4,9% para 2017, e de 4,5% para 2018 em diante", acrescentou.

Goldfajn disse que a inflação ocorrente tem surpreendido favoravelmente. "Há um movimento mais disseminado do que apenas a reversão dos preços dos alimentos", afirmou. "Ainda há sinais de pausa na margem de alguns componentes do IPCA mais sensíveis à política monetária, o que tem a ver com a indexação da economia", ponderou.

As declarações foram dadas em discurso feito durante almoço de fim de ano da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), evento que também conta com a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

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