Fraqueza dos EUA dita realização de lucro na Bovespa após altas

Dados decepcionantes dos Estados Unidos precipitaram um movimento de realização de lucros que abateu a bolsa paulista nesta quarta-feira, após três sessões seguidas de ganhos que a levaram ao pico em 17 meses.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

18 de novembro de 2009 | 20h31

Após ter chegado a superar os 68 mil pontos nos primeiros minutos da sessão, o Ibovespa acusou a fraqueza dos mercados internacionais e virou, fechando em baixa de 1,32 por cento, aos 66.515 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,4 bilhões de reais.

"A perspectiva de médio prazo ainda é positiva, mas o dia foi ruim de notícias dos Estados Unidos e aí provocou uma realização de lucros", disse Álvaro Bandeira, diretor de renda variável da Ágora Corretora.

O otimismo da abertura foi diminuindo à medida que saíam indicadores econômicos desanimadores dos EUA. O início de construção de moradias no país inesperadamente caiu em outubro para o menor patamar em seis meses. Outro mostrou que os preços ao consumidor subiram mais que o esperado, devido ao aumento dos custos de energia e veículos.

Para piorar, o brilho das commodities, que dava sustentação indireta ao Ibovespa, foi ofuscado após a divulgação de um relatório mostrando que a demanda por petróleo caiu no mês passado nos EUA. A cotação do petróleo ainda avançou levemente, mas ficou abaixo dos 80 dólares o barril.

A ação preferencial da Petrobras, a mais importante do índice e que vinha defendendo o Ibovespa, fechou o dia desvalorizada em 0,5 por cento, a 38,20 reais.

No setor de metais, as perdas foram mais acentuadas, sob liderança do papel preferencial da Vale, que caiu 2,3 por cento, a 42,30 reais.

Em conjunto, o setor financeiro teve um desempenho ainda mais fraco. Redecard desabou 4,1 por cento, a 27,00 reais. Fora do índice, sua principal concorrente Cielo (ex-VisaNet), tombou 5,1 por cento, a 15,97 reais.

Na terça-feira à noite, o Santander Brasil informou que está em negociações avançadas com a Getnet para explorar os serviços de captura e processamento de transações de cartões de crédito e de débito.

Em relatórios, o Citi e a Itaú Corretora consideraram que a notícia representa um aumento da competição no setor, com potencial negativo para Redecard e Cielo.

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