Lucas Jackson /EUA
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Fraqueza global impacta economia dos EUA e PIB cresce 2,4% em 2015

Primeira estimativa do PIB mostra crescimento firme, mas em ritmo ainda frágil; no quarto trimestre, PIB teve alta de 0,7%, com destaque para o consumo das famílias

Dow Jones Newswires

29 de janeiro de 2016 | 12h55

WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos cresceu 2,4% no ano passado, no mesmo ritmo de 2014 e praticamente em linha com a média de 2,1% desde 2010, o primeiro ano de desempenho positivo da economia depois da crise global de 2008. Essa é a primeira estimativa do Departamento do Comércio e mostra mais um ano de crescimento firme, porém não espetacular.

No quarto trimestre, o PIB cresceu à taxa anualizada sazonalmente ajustada de 0,7%, em um sinal de ritmo ainda frágil em meio à fraqueza global e às turbulências nos mercados financeiros. No terceiro trimestre a expansão anualizada havia sido de 2,0% e no segundo trimestre, de 3,9%.

Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam alta de 0,8% no PIB do quarto trimestre.

Os dados mostraram que os investimentos em estoques, comércio e negócios foram um peso sobre a economia durante o quarto trimestre. Os estoques podem ser voláteis, mas a queda nas exportações líquidas é reflexo de um dólar forte e da fraqueza na economia global, embora não necessariamente de uma redução da demanda interna.

Por outro lado, os gastos com consumo pessoal, que correspondem a mais de dois terços da produção econômica norte-americana, tiveram desempenho forte. Embora a alta de 2,2% no quarto trimestre tenha sido menor do que a de 3,0% registrada no terceiro trimestre, em todo o ano de 2015 houve aumento de 3,1%, o maior em uma década.

Os investimentos fixos não residenciais, uma medida dos gastos das empresas, recuaram 1,8% no quarto trimestre, à medida que as companhias reduziram estruturas e equipamentos. No setor de energia os gastos foram especialmente limitados pelos baixos preços das commodities - os investimentos em mineração e poços diminuíram 35% em todo o ano passado, a maior queda em quase três décadas.

Já os investimentos residenciais, como construções de moradias novas e reformas, aumentaram 8,1% no quarto trimestre. O mercado imobiliário teve em 2015 um dos melhores desempenhos desde a última recessão.

Os investimentos gerais do governo também subiram. Os gastos federais não ligados a defesa cresceram 1,4% e com defesa aumentaram 3,6%. Em nível estadual e local, os gastos caíram 0,6%.

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