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Frase de Setubal sobre spread foi 'infeliz', diz Paulo Bernardo

Ministro rebateu críticas do presidente do Itaú Unibanco e reconheceu que taxa de juros no Brasil ainda é alta

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 10h50

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo rebateu nesta quinta-feira, 13, as críticas feitas pelo presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, de que a redução das taxas de spread praticada pelos bancos públicos não é sustentável. "Ele está reclamando da concorrência. Quem sabe todos deveriam se reunir e fazer uma taxa única de juros no País. Acho que foi uma frase infeliz", disse Bernardo. E completou: "com certeza o doutor Roberto Setúbal se descuidou com que estava dizendo".

 

O ministro, que participa do Encontro Anual de Conselheiros da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, disse que a taxa de juros no Brasil ainda é alta e que o governo tem sempre a preocupação de discutir qual a melhor forma de baixá-la. "A verdade é que a taxa de juros é alta, todo mundo sabe disso", disse. Segundo ele, os bancos têm capacidade de ganhar dinheiro com taxas de juros menores, e lembrou que o custo de captação vem caindo e deve cair ainda mais. Bernardo disse ainda que o governo trabalha para garantir uma queda de juros, mas que esse processo não pode ser feito do dia para a noite.

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