Fraude na Receita: suspeitos são libertados após interrogatório

O juiz federal Lafredo Lisbôa, titular da 3ª Vara Federal Criminal, revogou, na noite desta quinta-feira, as prisões temporárias do ex-chefe da Delegacia de Administração Tributária da Receita Federal no Rio José Góes Filho, da auditora federal Vera Lúcia Quintella e da consultora Graciete Barbosa da Silva, suspeitos de integrar um esquema supostamente especializado em fraudar a Receita.Lisbôa tomou a decisão após ouvir o depoimento dos três. ?As investigações estão concluídas. Não há mais a necessidade da prisão deles?, disse o juiz. Durante o interrogatório, Góes rebateu acusações de eventuais cancelamentos irregulares de débitos de empresas com o Fisco, feitas pelo corregedor-geral da Receita, Moacir Leão. Ele apresentou documentos que supostamentecomprovam sua defesa. Segundo Góes Filho, débitos de empresas que teriam sido beneficiadas foram cancelados por ordem judicial. Ele disse, porém, não se lembrar a forma como foi integrado o capital de sua empresa de taxi aéreo.?Eu saí na televisão como ladrão, minha família ouviu piadas, pedir o cargo de delegado, estou passando por uma tremenda humilhação. Preciso saber que desfalque é esse?, disse Góes. Ele afirmou que estuda buscar na Justiça reparação por eventuais danos morais. Vera Lúcia negou ter recebido doze parcelas de R$ 10 mil para supostamente apagar débitos de uma empresa de segurança. Já Graciete admitiu que intermediou para Alberto da Silva Corrêa Neto, outro suspeito, negociações de crédito, que não teriam chegado a se concretizar, para um grande grupo da área de combustíveis. Graciete também admitiu ter intermediado créditos para a Panamericana S/A Produtos Químicos. A empresa, que nega irregularidades, teve um dos diretores, Nélio Manhães, preso pela PF. Ele já está em liberdade.

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