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Freddie Mac tem prejuízo de US$ 25 bi e pede ajuda ao Tesouro

Agência hipotecária solicita ao governo dos Estados Unidos adiantamento de US$ 13,8 bi do pacote anticrise

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

14 de novembro de 2008 | 11h38

A agência hipotecária Freddie Mac divulgou nesta sexta-feira, 14, prejuízo líquido de US$ 25,3 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 19,44 por ação ordinária diluída, ante prejuízo de US$ 1,2 bilhão (US$ 2,07 por ação) no mesmo período do ano passado. Dentro do acordo de compra de ações preferenciais com o Departamento do Tesouro dos EUA estabelecido em setembro, no qual a Freddie Mac poderia sacar até US$ 100 bilhões, a Agência Federal de Finanças Imobiliárias (FHFA, na sigla em inglês) solicitou ao Tesouro a quantia de US$ 13,8 bilhões para a agência hipotecária. A Freddie Mac espera receber os recursos até 29 de novembro.   Veja também: Vendas no varejo dos EUA têm queda recorde de 2,8% em outubro Zona do euro encolhe no 3º tri e entra em recessão pela 1ª vez Recuperação da Europa, EUA e Japão virá em 2010, diz OCDE PIB da Alemanha cai pela 2º vez consecutiva   De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Em setembro, o governo dos EUA anunciou que assumiu o controle das empresas de hipoteca FreddiMac e Fannie Mae, numa operação que foi considerada uma das maiores do gênero na história americana. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou na época que os níveis das dívidas das duas companhias significavam um "risco sistêmico" para a estabilidade econômica e que, se o governo não agisse, a situação poderia piorar.   Juntas, as duas companhias são responsáveis por quase metade das hipotecas do país e detêm ou garantem cerca de US$ 5,3 trilhões em financiamentos e são cruciais para o mercado imobiliário americano.   Segundo a Freddie Mac, a perda trimestral resultou, principalmente, de baixas contábeis de US$ 14,3 bilhões relacionadas a ativos tributários diferidos (que podem ser usados para reduzir a despesa futura com imposto de renda), US$ 9,1 bilhões em ajustes contábeis em títulos disponíveis para venda e US$ 6,04 bilhões em despesas relacionais ao crédito por conta da deterioração das condições do mercado no trimestre.   A agência hipotecária registrou perdas com marcação a mercado de US$ 1,3 bilhão e US$ 1,4 bilhão nos portfólios de ativos de garantia e derivativos, respectivamente.   A receita líquida com juro foi de US$ 1,84 bilhão no terceiro trimestre, ante US$ 761 milhões no mesmo período do ano passado. O aumento foi causado, principalmente, por custos menores de financiamento e compras de ativos de juro fixo a spreads mais largos em relação aos custos de financiamento. A receita total ficou negativa em US$ 9,44 bilhões, contra receita positiva de US$ 878 milhões no mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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