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Friboi reestrutura gestão e demite executivos

Ideia do grupo é modernizar administração para ganhar competitividade e enfrentar a crise

Alexandre Inácio, O Estadao de S.Paulo

06 de fevereiro de 2009 | 00h00

O Grupo JBS Friboi iniciou um processo de reestruturação da administração, que envolve demissão de executivos, promoção de funcionários e transferência de outros da matriz em São Paulo para unidades de abate e processamento em todo o País. Segundo informação extraoficial de um executivo da empresa, a ideia é modernizar o modelo de gestão e ampliar a competitividade do grupo no período de crise. O número total de demissões ainda não está definido, já que os ajustes não foram concluídos, mas estima-se que cheguem a 40 pessoas.De acordo com a fonte, no processo de mudança o objetivo é transferir as pessoas para que as unidades tenham maior compromisso na busca dos resultados. "O plano é ter mais gente nas unidades e menos gente na sede", diz a fonte, familiarizada com o processo.A empresa deve divulgar o balanço do quarto trimestre e do consolidado de 2008 no dia 19, quando será possível ter uma ideia melhor dos efeitos da crise. De qualquer forma, os últimos resultados mostram saúde financeira capaz de enfrentar o período de dificuldade.O terceiro trimestre do ano passado foi apontado como o melhor da história do grupo, com lucro líquido de R$ 694 milhões, após prejuízo de R$ 364,4 milhões no segundo trimestre de 2008. A margem Ebitda do terceiro trimestre foi de 6,1%, crescimento de 2 pontos sobre os 4,1% do período anterior.Um dos principais motivos para o resultado da empresa foi a unidade dos Estados Unidos. Como maior geradora de receita, responde por 43% do faturamento do grupo e teve o melhor resultado da história. No terceiro trimestre, o faturamento da unidade chegou a US$ 2,75 bilhões, superando em 4,8% o faturamento do segundo trimestre.Em encontro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), no fim do ano passado, o presidente do grupo, Joesley Batista, disse que a empresa não passaria ilesa pela crise, mas essa seria apenas mais uma a ser enfrentada. Na ocasião, o executivo voltou a dizer que o Friboi voltaria a adquirir empresas na América do Sul, mas sem comprometer o caixa da companhia. Toda o crescimento do JBS foi baseado em aquisições. Nos últimos 15 anos, o grupo adquiriu em média duas empresas ou unidades por ano. As de maior expressão ocorreram nos três últimos anos, quando iniciou o processo de internacionalização. Em 2005, comprou a Swift na Argentina. No ano seguinte, foi a vez do frigorífico Cepa, também na Argentina.Em 2007, ano de maior expansão da empresa, ela adquiriu 50% na italiana Inalca, toda a operação da Swift mundial, a JV Beef Jerky e o americano SB Holdings, entre outros. No ano passado, ampliou a fatia americana com a compra do Five Rivers e da Smithfield Beef, além do australiano Tasman. Ainda em 2008, comprou o National Beef, que aguarda aprovação das autoridades americanas.

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