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Frigol está no mercado em busca de interessados

Empresa foi a primeira do setor a sair da recuperação judicial

Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2018 | 05h00

Primeira empresa frigorífica a sair de um processo de recuperação judicial no País, há dois anos, o frigorífico Frigol está procurando compradores, sócios ou oportunidades de capitalização. A companhia tem sede e duas unidades em Lençóis Paulista (SP), outras duas próprias no Pará, além de uma em Goiás e outra em Mato Grosso, arrendadas. Segundo fontes do mercado, ao menos duas grandes empresas do setor de proteína animal olharam prospectos de futuros acordos da Frigol, que nega um possível negócio. O Bradesco seria o banco por trás desse movimento, mas, procurado, disse que não comentaria. No ano passado, a Frigol obteve receita líquida de R$ 1,5 bilhão.

Aposta. O grupo suíço Swiss Re prevê que a demanda de produtores brasileiros por seguros que não contem com contrapartida do governo federal crescerá em 2018 e sustentará um aumento de 10% a 20% da carteira agrícola ante 2017, que somou

R$ 170 milhões. Guilherme Perondi, diretor comercial da Swiss Re Corporate Solutions, um dos braços do grupo, diz que o maior interesse deve ser por coberturas diferenciadas contra adversidades climáticas e também seguros para garantia de renda. 

Determinada. A seguradora investiu pesado nos últimos três anos para criar modelos de seguro adaptados à diversidade da agropecuária brasileira. Em 2017, desembolsou cerca de R$ 400 milhões em uma joint venture com a Bradesco Seguros, pela qual teve acesso à rede de distribuição do grupo. Também ampliou a base de dados climáticos, essencial para adaptar os produtos para várias regiões do País. Em 2017, a Swiss Re Corporate Solutions ficou em 4.° lugar no ranking de seguradoras do Brasil com maior carteira para o agronegócio. 

Vai passar. A proposta que revisa a legislação de defensivos agrícolas chegará ao plenário da Câmara dos Deputados mesmo com a forte resistência dentro do governo, acredita uma fonte. “Vai passar na Comissão Especial, ainda que com concessões”, diz sobre o PL elaborado pelo deputado federal Luiz Nishimori (PR-PR). Parlamentares do PT e do PSOL estariam dispostos a negociar e empresas poderiam ceder e aceitar o termo “agrotóxico”. O setor só não abre mão de manter no texto a metodologia de avaliação que autoriza o registro de defensivos que não oferecem risco quando usados sob normas de segurança.

Relativo. A legislação atual proíbe a comercialização de produtos que trazem risco ambiental ou à saúde, mesmo que não provoquem efeitos negativos se utilizados da maneira correta. Críticos ao projeto mencionam o potencial que defensivos teriam para provocar câncer e má-formação em fetos. O setor rebate. “Vários produtos vendidos no País podem prejudicar a saúde se usados em quantidades inadequadas. Remédio para piolho é um deles. Mas, aplicados corretamente, não trazem riscos”, diz a fonte. Austrália, Estados Unidos e Japão adotam a mesma metodologia de análise proposta por Nishimori.

Nos conformes. Após reclamações sobre falsificações e produtos fora de padrão, projeto piloto do Ministério da Agricultura e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil analisou 83 amostras de fertilizantes em propriedades de 26 municípios de quatro Estados. Apenas duas amostras foram reprovadas por deficiência de boro ou enxofre, mas com os demais nutrientes dentro do padrão. As 81 amostras restantes, ou 97,6%, estavam dentro das especificações técnicas. 

Quero tudo. A indústria brasileira se antecipou à oferta 28% menor de laranja prevista para a safra 2018/2019, a partir de julho, e já comprou praticamente toda a fruta necessária para o processamento e produção de suco. “Com a produção em baixa e os preços pagos, de até R$ 22 a caixa (de 40,8 quilos), indústrias saíram às compras e toda a safra foi contratada”, diz Marco Antonio Santos, presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga e membro da Câmara Setorial da Citricultura.

Lado bom. A quebra da safra na Argentina por causa da seca impulsionou o resultado financeiro de empresas brasileiras produtoras de grãos no primeiro trimestre. A perspectiva de menor oferta de soja e milho do país vizinho puxou para cima as cotações internacionais. Tal fator, somado a uma grande produção no Brasil, à alta produtividade nas lavouras das companhias e à valorização do dólar, resultou em cifras expressivas. O lucro líquido da SLC Agrícola dobrou em comparação ao 1.º trimestre de 2017, para R$ 169,3 milhões; o da Terra Santa Agro cresceu 31,5%, para R$ 38 milhões.

Desequilíbrio. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) suspendeu a campanha “Doce Equilíbrio”, criada em 2015 para melhorar a imagem do açúcar. A campanha defendia o alimento como fonte de energia. Elizabeth Farina, presidente da Unica, conta à coluna que a “Doce Equilíbrio” passa por “um freio de arrumação” por tempo indeterminado. A suspensão da campanha, voltada ao mercado interno, ocorre no mesmo período em que Unica critica outros países por adotarem medidas protecionistas a produtores locais de açúcar, o que aumenta a concorrência com o Brasil.

 

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