Frigoríficos param e dão férias na região da aftosa

Os três frigoríficos localizados na região interditada pelo foco de aftosa em Eldorado, no Mato Grosso do Sul, deram férias coletivas aos funcionários hoje e paralisaram as atividades por um período mínimo de 15 dias. Com a suspensão do abate e da comercialização de carnes, as empresas ficaram sem condições de absorver os custos diários do funcionamento.No frigorífico Boifran, de Eldorado, que abatia 500 bovinos por dia, e processava 1 mil toneladas de carne por semana, apenas 10 dos 600 funcionários continuam trabalhando na manutenção. O diretor Eduardo Ramalho, disse que a retomada das atividades vai depender da rapidez com que o embargo à produção será resolvido. "É preciso que possamos voltar a operar já na próxima semana." O desossador Antonio Costa espera retornar rápido ao trabalho. "Tenho filho pequeno e não é o tipo de férias que gosto de tirar."No frigorífico Bom Charque, de Iguatemi, também na zona sob emergência sanitária, que abatia de 800 a mil bois por dia, os 1.100 funcionários entraram em férias. A situação, segundo a empresa, é mais complicada porque a maior parte da produção era exportada. Moradores de Eldorado e funcionários do frigorífico Bom Charque, na cidade de Iguatemi, distante 30 km, aguardam a saída do ônibusO frigorífico Iguatemi, na mesma cidade, operava ontem com 30% dos 320 funcionários. Com a suspensão do abate, apenas o setor administrativo estava funcionando. A paralisação pode ser total a partir de segunda-feira. Os dois frigoríficos são os principais geradores de empregos na cidade de 15 mil habitantes.ProcessoO frigorífico Iguatemi vai entrar com ação de indenização contra o Governo do Mato Grosso do Sul para se ressarcir dos prejuízos que vem sofrendo com o surto de aftosa. A medida será tomada se a proibição de abates se mantiver a partir de segunda-feira. Segundo o gerente Roberto Rocha, a empresa entende que o foco surgiu em decorrência da omissão do Estado.

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