Frigoríficos tentam negociar com supermercados

Os frigoríficos de São Paulo estão iniciando conversas com os supermercados para tentar reverter o embargo à carne que tem origem no Pará, informou ontem o presidente do Sindifrio-SP, sindicato que reúne os frigoríficos paulistas, Edivar Vilela de Queiroz. Segundo ele, o boi criado no Pará, em sua maioria, está em "áreas consolidadas", ou seja, desmatadas há décadas. Na semana passada, Pão de Açúcar, Wal-Mart e Carrefour anunciaram a suspensão de compras de carne com origem em áreas desmatadas do Pará. A decisão foi embasada em um relatório do Greenpeace e acatou recomendação do Ministério Público Federal do Pará. "As ONGs e o Ministério Público estão mal informados. A carne que vem da Amazônia não tem nada a ver com desmatamento. O produto é resultado de uma situação consolidada. A criação de gado ocorreu após o desmatamento", disse Queiroz, após participar de um encontro na Fiesp, que reuniu também o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Para Queiroz, também presidente do conselho do frigorífico Minerva, a radicalização das discussões pode ter implicações para a indústria de carne de São Paulo, que atualmente depende da importação de bezerros e garrotes nascidos na região Norte.

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