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Frio de outono pode esvaziar protesto em NY

O termômetro deve ser um fator na resistência e longevidade da ocupação no Parque Zuccotti,o embrião do protesto Ocupe Wall Street, que se espalhou pelo mundo e entra na quinta semana.

LUCIA GUIMARÃES / NOVA YORK , O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2011 | 03h04

As dúvidas sobre o sucesso de um movimento sem líder ou agenda específica de reivindicações não vão ser respondidas apenas na praça, onde a enorme escultura vermelha Alegria de Viver, do consagrado Mark di Suvero, serve de ponto de encontro.

O domingo ensolarado começou com de 11 graus Celsius. A população do acampamento parecia menor do que a registrada nas últimas semanas e a presença de sem-teto era mais evidente. A comida é de graça e de boa qualidade. Voluntários continuam se organizando em grupos - de limpeza, reciclagem de lixo, mídia. Pequenas assembleias discutem planos de ação. Músicos folk tocam para os turistas, cujo número agora compete com o de manifestantes. Além dos pôsteres com reivindicações e slogans, vários membros do protesto pedem dinheiro - para voltar para casa ou comprar remédios.

A coleta de doações continua em vários pontos da praça. Os US$ 400 mil doados ao movimento até agora são tema de discórdia entre o grupo encarregado das finanças e outros manifestantes. Mas a descentralização do Ocupe Wall Street, que confunde todo o espectro político americano começa a dar sinais de ser também geográfica. A queda da temperatura no outono nova-iorquino pode coincidir com uma evolução para tornar o movimento menos dependente da praça.

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