Germano Rorato/ Estadão - 24/8/2018
Germano Rorato/ Estadão - 24/8/2018
Imagem Coluna do Broadcast Agro
Colunista
Coluna do Broadcast Agro
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Com expansão em grãos e leite, Frísia prevê para este ano crescimento de 15%

Totalizando 290,6 milhões, produção de leite aumentou 2,9% em 2021 e deve acelerar ritmo de crescimento neste ano, diz companhia produtora paranaense

Leticia Pakulsi, Clarice Couto e Augusto Decker, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2022 | 05h00

A paranaense Frísia espera crescer 15% neste ano, após fechar 2021 com faturamento de R$ 5,2 bilhões, 40,1% acima de 2020. Os resultados foram antecipados à coluna. A cooperativa deve receber 977 mil toneladas de grãos em 2022, entre soja, milho, feijão, trigo, cevada e aveia, incremento de 5,25%.

A produção de leite, que aumentou 2,9% em 2021, para 290,6 milhões de litros, deve crescer em ritmo mais acelerado, com a atração de novos cooperados. Renato Greidanus, presidente da Frísia, se mostra animado, mas ressalta que, mesmo com a expectativa de preços altos das commodities, os custos de produção e financeiros subiram. “A rentabilidade para o produtor e a cooperativa deverá ser menor que nos dois anos anteriores.”

Investimento em armazém e sementes

Neste ano, a cooperativa concluirá investimento de R$ 52 milhões na construção de entreposto em Dois Irmãos (TO), com capacidade para 21 mil toneladas, e começará a ampliação de unidade de beneficiamento de sementes em Ponta Grossa (PR).

Atuação no Norte do País deve crescer

Além do Paraná, a Frísia atua no Tocantins, onde prevê avanço de área na safra 22/23. “A expectativa é chegar em 30 mil hectares de área de cooperados da Frísia no Estado, principalmente no cultivo de soja e milho”, diz Greidanus. Em 2021, a Frísia recebeu 114 mil toneladas de grãos no Tocantins, 51,4% mais que em 2020.

Agrishow presencial deixa o setor entusiasmado

A expectativa de organizadores da maior feira agropecuária do Brasil, marcada para o fim de abril em Ribeirão Preto (SP), é alta após dois anos de edições virtuais. Maurílio Biaggi, presidente de honra, cogita faturar mais de R$ 6 bilhões, ante R$ 2,9 bilhões em 2019, dada a inflação no período. João Carlos Marchesan, da Abimaq, disse que a feira valerá por três. 

Mercado dividido sobre plantio nos Estados Unidos

Não há consenso entre analistas sobre o que esperar do relatório de intenção de plantio nos EUA, que o Departamento de Agricultura do país (USDA) publica nesta semana. Alguns apostam que a área de soja aumentará, para compensar a quebra na América do Sul; outros veem expansão do milho.

NOVOS BOLSOS. A gestora Vectis prevê levantar cerca de R$ 1,7 bilhão em um ano para vários projetos no agro. O primeiro é um Fiagro cuja captação terminará neste semestre, de até R$ 500 milhões, conta Mucio Mattos, sócio da gestora. Outro fundo, de R$ 100 milhões, deve adquirir participação em uma empresa de insumos.

MAIOR FATIA. Nos planos da Vectis para 2022 incluem também captar recursos para fundo de terras – ao menos US$ 200 milhões, estima Mattos –, além de outro focado em agtechs. Até o fim do ano, o agro deve representar ao redor de um terço dos projetados R$ 3 bilhões sob gestão da Vectis. Esses projetos vêm sendo executados com a Datagro.

COM SELO. A Citrosuco, que tem 20% de participação no mercado global de suco de laranja, acaba de levantar US$ 150 milhões com o Itaú em um empréstimo “verde”. A empresa trocou dívidas de prazo mais curto atreladas apenas a critérios financeiros por outra, com vencimento em 2027, vinculada a metas de redução de emissão de carbono e de sustentabilidade da cadeia, conta Persio Ravena, CFO.

DENTRO E FORA. Parte do dinheiro a ser investido irá para a manutenção e expansão de laranjais próprios e para o acompanhamento de produtores terceiros – 40% a 50% das frutas processadas vêm desses parceiros. Pelo contrato, a Citrosuco precisa certificar 75% da produção até 2025 – hoje, tem cerca de 63%. A empresa quer chegar ao ano de 2030 com a totalidade da produção certificada.

NÃO GOSTAMOS. Entidades de classe do setor sucroenergético farão comunicado conjunto com críticas à retirada da tarifa de importação de açúcar e etanol, anunciada na última semana. Nos próximos dias, representantes se reúnem para definir estratégias de atuação. Audiências com políticos estão mais difíceis, pois deputados negociam mudanças de legenda, permitidas pela janela partidária até 1.º de abril.

RETA FINAL. A assinatura da Medida Provisória liberando R$ 1,2 bilhão em crédito extraordinário para produtores afetados pela seca e o decreto que regulamenta a MP precisam sair nesta semana, diz à coluna José Angelo Mazzillo Junior, secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Mas faltam, entre outras questões, ajustes sobre condições de elegibilidade do agricultor ao desconto em dívidas. “Para que o efeito não se torne inócuo.”

Tudo o que sabemos sobre:
safraagriculturaagropecuárialeite

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.