Fuga para qualidade lá fora exclui o dólar, mas moeda sobe aqui

Com a revolta política na Líbia piorando dia após dia - o uso da violência pelo ditador Muamar Kadafi parece não ter fim, elevando a pressão internacional sobre o governo - o petróleo galgou novos patamares de preços ontem. Em Londres, o barril ultrapassou US$ 111 e, em Nova York, bateu durante o dia a marca de US$ 100 pela primeira vez desde 2008. Sem saber o que virá pela frente, os investidores continuaram migrando para ativos considerados mais seguros como ouro, franco suíço e iene, enquanto o dólar perde terreno no mercado global de moedas. A possibilidade de alta nas taxas de juro pelo Banco Central Europeu e pelo Banco da Inglaterra dão força ao euro e à libra. Por aqui, o dólar operou na direção contrária do exterior, subindo pelo quarto dia consecutivo. A atuação do Banco Central, que realizou quatro leilões - dois a termo e dois à vista - foi decisiva para a elevação do dólar, ainda que tenha sido de apenas 0,06%, a R$ 1,6730, em meio a um giro robusto de US$ 4,226 bilhões. A alta de ontem elevou o ganho acumulado em quatro sessões para 0,66%. No mês, contudo, a divisa contabiliza queda de 0,06% no balcão.

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

O efeito Líbia manteve as bolsas internacionais sob pressão, com a Europa engrenando o terceiro dia de perdas, e os EUA, o segundo. A Bovespa, entretanto, conseguiu se desviar, favorecida pela disparada das ações de Petrobrás, que responderam por 25% do giro total negociado. Vale, que divulga balanço hoje, também ajudou. O Ibovespa encerrou com ganho de 0,71%, aos 66.910,48 pontos.

Nos juros, a quarta-feira foi de recomposição de prêmios tendo em vista o efeito da alta do petróleo na inflação e apostas sobre a decisão do Copom na próxima semana.

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