Fugini investe para dobrar de tamanho até 2011

Na semana passada, o empresário Auro Ninelli, presidente da Fugini Alimentos, estava em Milão, na Itália, comprando equipamentos e negociando a representação de marcas de molhos de tomate italianos para distribuir no País. No retorno ao Brasil, as atenções de Ninelli passaram a se concentrar no projeto de expansão da empresa, que prevê a abertura de uma segunda fábrica da Fugini, a diversificação da linha de produtos e a entrada em novos mercados consumidores. Com a nova estrutura engrenada, Ninelli espera quase dobrar o faturamento da Fugini até 2011, passando dos R$ 190 milhões, de 2009, para R$ 360 milhões.

Clayton Netz, clayton.netz@grupoestado.com.br, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2010 | 00h00

Atualmente, a produção da Fugini sai da fábrica de Monte Alto, no interior de São Paulo - onde também está sediada a área administrativa - e abastece os mercados do Sul e Sudeste do País. Com a nova fábrica, que está sendo instalada em Cristalina (GO), com investimento de R$ 90 milhões, a Fugini pretende abastecer com seus produtos as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. "Optamos por Goiás por se tratar do centro geográfico do País", diz Ninelli. "As redes de estradas da região favorecem a distribuição dos produtos." Com a operação da unidade de Cristalina, onde serão criados mais 600 empregos, a Fugini totalizará 1.650 funcionários.

Líder nacional na venda de molhos de tomate em sachê, com 25% de market share, a Fugini aposta agora no mercado de pratos prontos não congelados. No processo de preparo, o alimento é cozido dentro da embalagem fechada a vácuo e não precisa ir à geladeira para se manter conservado por até 18 meses. "É a mesma tecnologia usada no preparo das papinhas de bebê", explica Ninelli. Atualmente, essa linha conta 14 produtos, como feijoada, lasanha, ravióli, sopas, arroz, feijão e risotos. O último lançamento da linha é a salada de fruta. "É uma opção saudável para quem quer fazer um lanche no meio da tarde", afirma Ninelli.

A Fugini é de 1996. Inicialmente, era gerida pelo agricultor Kogi Fugita, de Matão (SP), que fornecia tomates para a Cica, uma das principais marcas nacionais de alimentos da época, e, mais tarde, passou a atuar como fabricante terceirizada dos itens da empresa. Em 2002, a Unilever assumiu a Cica, mesma época em que Ninelli, que já atuara no ramo com uma empresa própria, a Predilecta, se associou à Fugita, dividindo o controle da Fugini em partes iguais. A Fugini continuou a fornecer para a Cica até 2005 e, nesse meio tempo, comprou a marca Amendocrem, da Unilever.

Mais tarde, os sócios decidiram criar uma marca própria. A família de produtos Fugini cresceu. Atualmente, seu portfólio inclui doces, geleias, frutas em calda, atomatados, molhos especiais e pratos prontos, que vêm garantindo um crescimento de 25% ao ano para a empresa desde 2005. "Com a fábrica de Cristalina poderemos aproveitar o boom de consumo das três regiões e acelerar ainda mais o ritmo de crescimento", diz Ninelli.

LOUÇA SANITÁRIA

Espanhol Roca investe em fábrica em Minas Gerais

O grupo espanhol Roca, líder no mercado brasileiro de louças sanitárias, com as marcas Celite, Incepa, Logasa e Roca, vai investir R$ 60 milhões na construção de uma nova fábrica na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais, onde já possui uma unidade produtiva. Além de Santa Luzia, a Roca produz suas louças sanitárias em Jundiaí (SP), Recife (PE) e Serra (ES).

A nova fábrica começará a operar até o fim de 2011 e vai produzir principalmente louças sanitárias da Logasa e Incepa, destinadas ao público das classes C e D. Esse é o maior investimento do grupo espanhol no País desde 2006 e inclui ainda um aporte no aumento da capacidade produtiva das fábricas já existentes, estimado em R$ 5 milhões. Dona de um faturamento de cerca de 190 milhões no Brasil em 2009, a Roca apostou na sustentabilidade na nova fábrica: a água será reaproveitada, assim como o calor emitido pelos fornos vai ser usado no processo de secagem das louças sanitárias.

ACADEMIA

Espaço de dança, a nova aposta de Ana Maria Diniz

A empresária Ana Maria Diniz, uma das herdeiras do grupo Pão de Açúcar, juntou-se à executiva Claudia Pirani e à bailarina Heloisa Gouvêa para criar a Anacã Corpo e Movimento, um espaço voltado para a prática de dança, uma paixão comum às três. O negócio, que recebeu investimento de R$ 1,5 milhão, será inaugurado nesta quarta-feira, 28, na avenida Brasil, endereço exclusivo no Jardim Paulista, em São Paulo.

A ideia das sócias é oferecer uma alternativa às tradicionais academias de ginástica, focadas nas aulas de musculação. "Muita gente hoje busca uma forma mais lúdica de trabalhar o corpo", diz Ana Maria. "Vimos uma oportunidade de negócio com a dança." A Anacã terá mais de 15 modalidades de dança, do clássico ao contemporâneo, com aulas comandadas por profissionais renomados como Andrea Guelpa, Reinaldo Soares e Betty Gervitz. O espaço oferecerá ainda aulas de pilates, massagens, fisioterapia e serviços de estética.

INVESTIMENTOS DIRETOS

Roadshow nos EUA rende US$ 1 bilhão em projetos

Os representantes do escritório Azevedo Sette, de Belo Horizonte, que organizaram o roadshow Business Opportunities in Brazil, nos Estados Unidos, no final da primeira quinzena de julho, não têm do que se queixar. De acordo com o advogado Ordélio Azevedo Sette, os projetos "vendidos" pelo escritório durante o périplo, que incluiu as cidades de Dallas e Houston, no Texas, e Miami, na Flórida, somam cerca de US$ 1 bilhão.

Segundo ele, há grupos chineses e americanos interessados em projetos de abastecimento de água e saneamento, mineração, alimentos orgânicos e administração portuária, entre outros. "Nunca foi tão fácil vender o Brasil lá fora", diz Azevedo Sette. "Só que tem de entregar."

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Cresce o número de relatórios corporativos

Está crescendo de forma acelerada o número de empresas que passaram a divulgar relatórios de responsabilidade social ou de sustentabilidade. Segundo a firma de auditoria Crowe Horwath RCS, em 1998, quando o assunto recém-começava a entrar para a agenda corporativa, foram publicados apenas dez relatórios do gênero. Este ano, foram nada menos do que 800. "Isso é um reflexo claro da preocupação das empresas em oficializar suas condutas e padrões de sustentabilidade a acionistas, investidores, clientes e consumidores", diz Mauro Ambrósio, diretor da Crowe Horwath RCS, Mauro Ambrósio. "E esse movimento ocorre antes mesmo da padronização dos relatórios ao certificado ISO 26.000, previsto para este ano."

PÉ DE MEIA

R$ 3,64 mi por ano é a remuneração máxima paga pela fabricante de cigarros Souza Cruz a seus diretores, segundo um comunicado da empresa à CVM. O valor mínimo é de R$ 1,38 milhão

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