Funcef e Petros querem financiar usina do Madeira

Os fundos de pensão Petros e Funcef estão dispostos a financiar ate 40% da construção da usina de Santo Antonio, no Rio Madeira, arrematada hoje em leilão pelo consórcio Odebrecht/Furnas. O presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, revela que as fundações haviam sido procuradas por vários consórcios antes do leilão, entre eles o da Odebrecht. O edital de venda permite a entrada de um sócio estratégico após o resultado do leilão."O investimento já foi aprovado pela diretoria. Se eles voltarem a nos procurar, temos interesse. Queremos entrar para ficar", afirmou. A idéia seria cada fundação financiar de 10% a 20% do empreendimento.O presidente lembra que o projeto vencedor já era conhecido das duas fundações e, por isso, seria necessária apenas uma avaliação final da estrutura do negócio. "Já conhecemos o negócio. Ele tem um excelente padrão de governança corporativa", revelou.Segundo Lacerda, o resultado do leilão, que obteve uma tarifa abaixo das expectativas, mostra que o Brasil é um bom lugar para fazer negócios. Isto porque, agora, se consegue capturar ganhos compatíveis com os obtidos no restante do mundo.O presidente da Funcef observou ainda que a entidade tem espaço para aumentar seus investimentos em renda variável, por isso busca uma participação acionária na empresa que irá administrar a usina de Santo Antonio.Ele admitiu que a fundação pretende ainda entrar na disputa por outra usina no Rio Madeira que será licitada pelo governo, a de Jirau. O leilão deve acontecer no início de maio de 2008. "Acreditamos que o setor de energia é um bom investimento para fundos de pensão, que buscam o longo prazo", concluiu.

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