Funcex prevê saldo comercial positivo em US$ 17 bi neste ano

A balança comercial brasileira poderá registrar um superávit ? exportações maiores que importações ? de "US$ 17 bilhões ou mais neste ano, mesmo diante de uma taxa de câmbio mais valorizada", segundo avalia a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) em seu boletim referente a maio. Segundo a Funcex, a "grande preocupação no momento", no que diz respeito às exportações, refere-se ao impacto que a recente valorização do real poderá ter sobre as vendas externas de produtos manufaturados, com rentabilidade já afetada por causa dos aumentos nos custos de produção. No entanto, a Fundação avalia no boletim que, mesmo que o índice de rentabilidade de exportações dos manufaturados se mantenha em níveis mais baixos no restante deste ano, o volume exportado desses produtos "só sentiria plenamente os efeitos negativos na virada de 2003 para 2004". Para este ano, a expectativa é que o volume de exportação dos manufaturados cresça 10% em relação ao ano passado.Substituição de importaçõesO processo de substituição de importações no País deverá prosseguir ao longo deste ano, segundo avalia Funcex em seu boletim de comércio exterior. Segundo a Fundação, várias categorias de uso têm registrado queda no volume importado, o que exemplifica a continuidade do fenômeno da substituição, que vem ocorrendo especialmente em bens de capital. O segmento de bens de capital reduziu o volume importado em 30,6% no acumulado de janeiro a abril, na comparação com igual período do ano passado. Na avaliação da Funcex, a queda das importações do País reflete tanto a desvalorização cambial quanto a retração da atividade doméstica, além da própria substituição de importações. "A prova de que essa substituição é permanente, contudo, só poderá vir quando o País passar por um novo processo de revalorização do câmbio, que já está ocorrendo, juntamente com o crescimento da demanda doméstica", conclui a Funcex.

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