Funcionário da CVM acompanhará intervenção no Banco Santos

A Comissão de Valores Mobiliários vai designar um funcionário para acompanhar de perto a intervenção no Banco Santos. A autarquia está preocupada com a demora em liberar a movimentação nos fundos da gestora de recursos da instituição, a Santos Asset Management. Esta semana, a CVM já recebeu alguns questionamentos de cotistas e também foi informada de que o Banco da Amazônia (Basa) decidiu suspender a movimentação nos fundos que administra e têm posições do Banco Santos em suas carteiras. "Estou encaminhando um funcionário da CVM para ajudar no processo", explicou o superintendente de Relações com Investidores Institucionais da autarquia, Carlos Eduardo Sussekind. O executivo disse ainda que a gestora de recursos não está sob intervenção, apenas o banco. O caso dos fundos de pensão, que têm a maior parte de seus recursos aplicados em fundos exclusivos, é ainda mais relevante. Para trocar de gestor, administrador ou custodiante, seria preciso apenas fazer uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE). Como o fundo tem um só cotista, a decisão não gera dúvidas. O problema é que o interventor não está acatando ordens de mudança enquanto a movimentação não estiver liberada. Segundo informações de mercado, o Basa não é o único a estar sendo prejudicado pela intervenção no Santos. Analistas temem que Aguiar possa ceder a pressões e demore a solucionar as questões relativas aos fundos para manter a carteira do Santos mais atraente e elevar o preço da instituição na hora da venda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.