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Funcionário desautorizado por Morales pede demissão

O superintendente de Hidrocarbonetos da Bolívia, Santiago Berríos, informou nesta sexta-feira que pediu demissão porque o presidente, Evo Morales, desaprovou sua decisão de demitir uma das funcionárias da instituição.Berríos, que assumiu o cargo em 28 de agosto, disse em entrevista coletiva que tentou formar uma equipe de sua confiança na Superintendência, mas a diretora de Administração, Inés Avalos, não quis renunciar e se amparou no presidente.O superintendente afirmou que Morales "deu o absoluto apoio a esta funcionária" e isto o levou a pedir demissão, disse Berríos.Berríos afirmou que desde quinta-feira está à espera de uma resposta do presidente a sua carta de demissão e que sua possível continuidade no cargo depende do respeito a sua decisão de demitir a funcionária.Avalos exerceu o cargo de Superintendente interina antes da posse de Berríos, durante uma viagem ao exterior do ex-superintendente Víctor Hugo Sainz, que denunciou um caso de suposta corrupção na estatal petrolífera Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) relativo a um contrato para vender petróleo ao Brasil.A funcionária assinou um comunicado que contradizia a denúncia feita por Sainz e foi criticada pelos outros funcionários da entidade porque sua posição não tinha um aval técnico e jurídico.O caso foi resolvido por Morales com a substituição do presidente da YPFB, Jorge Alvarado, e de seus acusadores, Sainz, um vice-ministro do setor e dois técnicos da entidade reguladora.Berríos afirmou que a substituição de Avalos foi uma das quatro demissões que pediu na Superintendência com o propósito de contratar profissionais de sua confiança, membros da Aliança Patriótica de Advogados presidida por ele.A organização foi a primeira que denunciou, em 2004, a suposta situação irregular dos contratos assinados pelas multinacionais petrolíferas na Bolívia por não terem sido aprovados pelo Congresso nacional.Na carta enviada a Morales, Berríos qualificou a desaprovação da demissão de Avalos como "uma atitude de pressão" do governo.Na entrevista coletiva, Berríos afirmou também que a funcionária não tem "uma formação completa" e não demonstrou um trabalho eficiente.Berríos acrescentou que a entidade reguladora também enfrenta dificuldades porque os regulamentos com os quais funciona são parte da antiga lei de Hidrocarbonetos que foi revogada em maio de 2005."Disse ao presidente da República, com toda sinceridade e honestidade, que em nenhum lugar do mundo, vi que se trabalha com normas secundárias" que têm a ver com uma lei inexistente, afirmou.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2006 | 16h54

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