José Patrício/Estadão
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Funcionários da Chery param pela segunda vez e pedem reajuste salarial de 13%

Essa é a segunda greve na planta de Jacareí da montadora chinesa, que começou as atividades no Brasil em agosto de 2014

André Ítalo Rocha , O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 16h54

SÃO PAULO - Os trabalhadores da fábrica da Chery no Brasil iniciaram nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Eles pedem reajuste salarial de 13% e afirmam que ainda não receberam uma contraproposta da montadora chinesa. A empresa disse que agendou para amanhã, às 10h, reunião com as lideranças sindicais para discutir as reivindicações.

Embora esta seja a primeira campanha salarial dos trabalhadores, é a segunda vez em 2015 que eles realizam paralisação. A primeira começou no início de abril e durou 32 dias, terminando no início de maio. À época, os funcionários pediram que a montadora elevasse os salários, que estavam abaixo da média do mercado, além de outras reivindicações. O reajuste conquistado foi de 54%. Agora, a paralisação tem o objetivo de conquistar um segundo reajuste, mas este ligado à data-base da categoria, desde a qual já se passaram três meses.

A Chery começou suas atividades no Brasil em agosto do ano passado, com a fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo. Segundo o sindicato, a empresa possui cerca de 420 funcionários e a paralisação atingiu 100% da produção e parte da administração.

A fábrica da montadora tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano, mas deverá usar menos de 10% desse potencial. No começo do ano, a montadora projetava produção de 30 mil carros em 2015. O número foi revisto para 20 mil, depois para 10 mil e, por último, para algo próximo de 5 mil. 

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