BMTE/Divulgação
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Funcionários da concessionária do linhão de Belo Monte evitam usar uniformes

Com medo de se tornarem alvos de violência por parte dos garimpeiros, trabalhadores da BMTE usam até mesmo carros alugados para fiscalizar as obras

André Borges, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 05h00

BRASÍLIA - Com receio de serem alvos de violência por parte dos garimpeiros, funcionários da concessionária do linhão de Belo Monte que atuam no Pará têm trabalhado com roupas comuns, sem uniformes da empresa, quando saem a campo para fiscalizar as torres da rede de transmissão de energia.

O medo chegou a tal ponto que até mesmo os carros utilizados pelos funcionários têm sido alugados, para evitar qualquer tipo de identificação. “Existe ainda o receio de atuação truculenta por parte dos garimpeiros por associarem eventuais impedimentos e atividades de fiscalização realizadas na região com denúncias do empreendimento da BMTE (Belo Monte Transmissora de Energia)”, informou a empresa, em denúncia enviada em junho para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os empregados, por causa dessa situação, “foram orientados a agirem de maneira cautelosa e com segurança ao realizarem as inspeções na região, inclusive fazendo uso de um veículo locado, sem identificação da empresa e sem uniforme”.

A empresa informou ainda que “a região está sob conflito após a ação da Polícia Federal”, realizada em maio. Nos últimos meses, a concessionária passou a registrar boletins de ocorrência junto à Polícia Civil. Foi o que ocorreu no dia 25 de junho, por exemplo, no município de Parauapebas, e no dia 16 de março, em Marabá.

“Temos registrado Boletins de Ocorrência junto a Polícia Civil do Estado do Pará e realizado denúncias aos órgãos ambientais e Ministério Público Federal e Estadual. No entanto, estes requerimentos não têm surtido o efeito desejado, haja vista que as atividades continuam intensas na região”, declara a BMTE, em sua denúncia.

Para ter uma reação rápida em caso de queda de alguma torre, a concessionária já chegou a transferir para sua base de manutenção de Parauapebas, no Pará, um “kit completo de instalação de oito torres de emergência”. O material saiu de uma base do município de Luzimangues, no Tocantins, a 650 quilômetros de distância “de forma a agilizar a implantação emergencial, no caso de alguma contingência na integridade das torres”.

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