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Funcionários da Cosipa entram na Justiça

Os funcionários da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) vão entrar na Justiça contra a reestruturação promovida pela empresa. O Clube de Investimento dos Empregados da Cosipa (Ciec) dará entrada na ação até 28 de janeiro. "O Ciec busca a reparação de perdas sofridas pelos funcionários, por meio de diluição de capital e depreciação do patrimônio da companhia", disse o diretor de investimentos do clube, Mário Ferreira de Moraes.A polêmica envolvendo a Cosipa teve início na reestruturação da empresa, que começou em novembro de 98. Na época, a controladora Usiminas emitiu R$ 900 milhões em debêntures, que podem ser convertidas em ações da Cosipa a qualquer momento. O valor da subscrição dos papéis correspondia a quase três vezes o preço em Bolsa. Por conta disso, só a controladora entrou no aumento de capital. Os minoritários da Cosipa sentiram-se prejudicados com a potencial diluição de suas participações. A Usiminas possui hoje 31,8% da siderúrgica paulista. Mas, no momento em que converter as debêntures, passará a deter 93% do capital total. A União também será prejudicada pela operação. O governo detém 17% da companhia e pode ver sua participação reduzida para 1,82%. O Ciec possui atualmente 10,1% das ações com direito a voto da Cosipa. "Nós estamos tentando negociar com as empresas há cerca de um ano e meio, mas o processo vem sendo conduzido de forma pouco satisfatória", diz Moraes. Ele disse que o clube já entrou com representação no Ministério Público Federal e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pedindo a reparação dos prejuízos. "Estamos também protocolando um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)." A futura ação a ser impetrada pelo Ciec não será a primeira sobre esse caso a chegar à Justiça.O gerente de relações com investidores da Cosipa, Gilson Bentes, afirmou que a companhia não se manifestará sobre o assunto. Moraes, do Ciec, lembrou que a ação precisa ser impetrada na Justiça até 28 de janeiro. "É que no dia 29 a reestruturação completa dois anos e, pela lei das Sociedades Anônimas, termina o prazo para reclamações."

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2001 | 10h22

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