Roosevelt Cassio / Reuters
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Trabalhadores da Embraer entram em estado de greve, diz sindicato

Funcionários reivindicam 6,37% de reajuste; Fiesp afirma que negociações continuam em andamento

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 13h20

Trabalhadores da Embraer aprovaram aviso de greve nesta quarta-feira, 18, informou o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Segundo a entidade, a paralisação pode ser deflagrada a partir de segunda-feira caso não haja avanço nas negociações sobre o reajuste salarial.

Conforme o sindicato, os metalúrgicos reivindicam reajuste de 6,37%, que corresponde à inflação do período somada a um 3% de aumento real, além da renovação da Convenção Coletiva na íntegra. A entidade afirma que a Embraer não aplica aumento real aos salários há quatro anos.

 

Em reunião realizada na última terça-feira, 17, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa o grupo patronal do setor na campanha salarial, propôs reajuste que repõe apenas a inflação.

Além disso, o sindicato afirma que a Embraer quer reduzir direitos dos trabalhadores, extinguindo da Convenção Coletiva as cláusulas que garantem estabilidade no emprego para trabalhadores lesionados e que proíbem terceirização irrestrita nas fábricas.

"A terceirização já é uma prática adotada pela Boeing em suas plantas, mas não permitiremos que seja aplicada nas metalúrgicas da nossa região", diz, em nota, o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves.

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