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Funcionários da Petrobrás entram em greve contra leilão do pré-sal

Trabalhadores cruzam os braços nesta quinta-feira, contrários à venda da ‘maior e mais importante descoberta de petróleo dos últimos anos’ à iniciativa privada

Vinicius Neder, da Agência Estado,

16 de outubro de 2013 | 17h29

RIO - Empregados da Petrobrás entrarão em greve por tempo indeterminado a partir de 0h desta quinta-feira, dia 17, em protesto contra o primeiro leilão de áreas de exploração de petróleo na camada pré-sal, pelo marco regulatório da partilha de produção.

O certame, que oferecerá a área de Libra, na Bacia de Santos, está agendado para a próxima segunda-feira, dia 21.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a indicação a favor da greve foi aprovada em sindicatos filiados "de Norte a Sul" do País. Serão paralisadas as atividades em refinarias, terminais de distribuição, plataformas de petróleo, campos terrestres de produção, usinas de biodiesel, termoelétricas e unidades administrativas da Petrobrás e suas subsidiárias.

A única exceção é a Lubnor, fábrica de asfalto, lubrificantes e outros derivados, localizada no Ceará, onde haverá uma assembleia na manhã desta quinta-feira para decidir sobre a greve, informa nota enviada há pouco pela FUP.

"Os petroleiros exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, a maior e mais importante descoberta de petróleo dos últimos anos, que o governo pretende ofertar às empresas privadas no próximo dia 21", diz um trecho da nota.

A pauta de reivindicações da greve inclui também a retirada da pauta de votação da Câmara dos Deputados do Projeto de Lei (PL) 4.330/04, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO). O projeto muda as regras para a terceirização de serviços.

"Sob o pretexto de regulamentar a terceirização, (o projeto) piora consideravelmente as condições de trabalho e ataca direitos históricos da classe trabalhadora", diz a nota da FUP.

Por fim, os sindicatos cobram também avanços na campanha de negociação salarial, "cuja proposta apresentada pela Petrobrás no dia 7 foi amplamente rejeitada pelos trabalhadores".

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