Renault/Divulgação
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Covid-19

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Funcionários da Renault aceitam redução de jornada e salários de 50% a 70%

Salário líquido será mantido, pois empresa vai completar diferença; fábrica retomou atividades há duas semanas, mas opera bem abaixo da capacidade diária

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 13h39

Após duas semanas de retorno ao trabalho, a Renault fechou acordo de redução de jornada e salários com os cerca de 5,8 mil funcionários da área de produção das quatro fábrica do complexo de São José dos Pinhais (PR).

O acerto prevê redução de 50% a 70%, mas a empresa vai bancar a diferença entre o valor pago pelo governo federal com base na Medida Provisória 936, o que vai garantir aos funcionários  a manutenção de 100% do salário líquido.

Para os 1,7 mil funcionários da área administrativa, que estão em home office, o acerto de redução já havia sido feito.

A medida tem duração inicial de 30 dias, a partir de segunda-feira, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias, com garantia de emprego por dois ou quatro meses, dependendo do tempo em que a redução for mantida. De acordo com cada unidade produtiva, foi feito um calendário em que os funcionários ficarão em casa de dois a três dias por semana.

Dispensa de 300 temporários

A empresa informa também que, para adequar a produção à demanda de mercado, não prorrogou ou antecipou o encerramento dos contratos de 300 funcionários que tinham contratos por tempo determinado.

Para esse grupo, a Renault vai pagar o salário integral referente ao período que faltava para completar os seis meses previstos no contrato temporário, o dobro do que prevê a lei. Também vai manter o plano médico por três meses e oferecer um programa de orientação para a recolocação no mercado de trabalho. Os dispensados terão os nomes mantidos em um banco de dados para futuros processos seletivos.

A montadora tentou negociar a redução no início de abril, mas não houve acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, que queria primeiro encerrar as negociações em andamento do dissídio coletivo da categoria para depois avaliar a proposta de suspensão de contratos.

Em razão da negativa, a Renault retomou atividades no último dia 4 com o quadro completo, mas está produzindo apenas 20% do volume de antes da pandemia do coronavírus, de cerca de 1,2 mil veículos por dia, além de motores e outros componentes.

“Não conseguimos ainda avançar nas negociações da data-base, mas decidimos fechar o acordo para diminui a exposição dos trabalhadores que ficavam muito tempo na fábrica, mesmo com a produção menor”, informa Jamil Davila, secretário-geral do sindicato.

Medidas de proteção contra a covid-19

Desde a retomada da produção, há duas semanas, a Renault vem adotando protocolos de prevenção contra a contaminação pelo coronavírus. Já no ponto onde aguardam os ônibus para irem á fábrica, os funcionários têm a temperatura medida e, se estiver acima do normal, são orientados a voltar para casa.

Ao chegar à fábrica, a temperatura é medida novamente e eles passam por um tapete com produto especial para higienizar os calçados. As linhas de produção passam por higienização diária, o uso de máscara é obrigatório e, no refeitório, as mesas são separadas por divisórias de acrílico.

A fábrica produz os modelos Sandero Stepway, Logan, Kwid, Duster, Oroch, Master e Captour. O complexo tem ainda unidades de motores e injeção de alumínio.

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