Thomas Peter/Reuters
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Funcionários da Scania trocam reajuste acima da inflação por garantia de estabilidade

A decisão foi definida por meio de plebiscito convocado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; os trabalhadores pediam reajuste de 9,62%, mas a empresa rejeitou e ofereceu aumento de 5%

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 19h13

SÃO PAULO - Em plebiscito realizado nesta terça-feira, 25, os trabalhadores da fábrica da Scania em São Bernardo do Campo confirmaram a decisão de abrir mão de repor a inflação na campanha salarial deste ano, em troca de uma maior garantia de estabilidade, renovações de contratos temporários e antecipação do 13º salário de 2017, informou há pouco o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O resultado a favor do acordo põe fim a uma greve que durou uma semana.

Os funcionários já havia aprovado o acordo em assembleia realizada ontem. No entanto, como a aprovação se deu por uma pequena diferença, o sindicato optou por realizar um plebiscito com todos os trabalhadores, em urnas espalhadas pela fábrica, para tirar qualquer dúvida que possa pairar sobre o resultado. Em nova votação apertada, 958 foram a favor da proposta e 923 se posicionaram contra, de um total de 1.881 voto válidos. Treze trabalhadores anularam o voto.

Antes e durante a paralisação, os funcionários pediram reajuste salarial de 9,62%, equivalente à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) nos 12 meses encerrados em setembro, data-base da categoria. A empresa rejeitou o pedido e ofereceu aumento de 5%, alegando quedas no volume de produção e dificuldades econômicas no País. A proposta, que foi recusada inicialmente pelos metalúrgicos, depois foi aceita, em troca de outras vantagens.

As vantagens conquistadas durante a negociação foram a elevação em três meses do período de garantia de estabilidade, para dezembro de 2017, a renovação dos contratos de trabalhadores temporários e a antecipação do 13º salário de 2017 para o mês de fevereiro. O acordo, que tem validade de 2 anos, também prevê um adicional nos salários, aplicado em janeiro de 2018 e 2019, caso a produção anual atinja ou supere 16 mil unidades de caminhões e ônibus. O aumento seria de 0,5% nos salários a cada mil unidades produzidas a mais.

Entre as montadoras instaladas no ABC, somente a Scania estava em campanha salarial. Nas demais, o reajuste deste ano já está previsto em acordos firmados anteriormente, com validade para mais de um ano. Ao todo, Scania tem 3,2 mil trabalhadores, sendo cerca de 2 mil na produção.

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