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Funcionários da Smar aceitam cortar jornada e salários

Os cerca de 900 trabalhadores das 12 unidades Smar, em Sertãozinho (interior de SP), aceitaram hoje a proposta de redução de 21% na jornada de trabalho com corte escalonado de até 15% nos salários nos próximos três meses. A companhia, uma das maiores do País no setor de automação para o setor sucroalcooleiro, deu garantia de manutenção de seis meses aos empregos. O acordo é o primeiro firmado na cidade do interior paulista, maior polo de indústria de base de açúcar e álcool do País.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 15h49

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Região, os funcionários da Smar ficarão em casa todas as segundas-feiras até o dia 21 de junho, prazo que pode ser encurtado caso a empresa tenha aumento de demanda. O corte nos salários será escalonado, de acordo com a faixa de renda. Para os trabalhadores que recebem o piso de R$ 884 não haverá descontos, para os que ganham do piso até R$ 1.500 o corte será de 5%. Os funcionários com salários entre R$ 1.501 e R$ 3 mil terão desconto de 10% e para os acima de R$ 3 mil o corte será de 15%.

Para o vice-presidente do sindicato Elias Camargo, a redução de jornada e de salários pode ser considerada um ganho para os trabalhadores, já que a companhia previa demitir 200 empregados se o acordo não fosse firmado. "Seria muito ruim se isso acontecesse e acordo foi bom, já que não há corte nos salários para os que ganham o piso e a redução de 5% para os que recebem até R$ 1.500 é irrisória se considerarmos que poderia haver demissões", disse.

A companhia foi procurada pela reportagem por meio de sua assessoria de imprensa e informou que deve se manifestar ainda hoje sobre o acordo.

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