Funcionários da Vale se reúnem contra demissões em fevereiro

Segundo sindicato, protesto deve reunir cerca de 5 mil pessoas, incluindo representantes internacionais

Natalia Gómez, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2009 | 14h39

Depois de se reunirem na última quinta-feira para articular um movimento dos trabalhadores da Vale no Brasil e no exterior contra demissões anunciadas pela empresa, os dirigentes dos sindicatos dos trabalhadores da mineradora devem se reunir novamente no dia 12 de fevereiro. A intenção é exigir o fim das demissões, um período de estabilidade no atual momento de crise e se opor à proposta de flexibilização dos direitos trabalhistas, feita pelo presidente da empresa, Roger Agnelli. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A nova reunião nacional está marcada para o dia seguinte a uma manifestação que ocorrerá na frente da sede da Vale, no Rio de Janeiro, no dia 11. Segundo o presidente do sindicato Metabase de Itabira (MG), Paulo Soares, o protesto deve reunir cerca de 5 mil pessoas, incluindo representantes de funcionários da Vale no Canadá e na Europa. Soares questionou os números de demissões divulgados pela Vale e informou que o sindicato está fazendo um levantamento com a Caixa para obter um número exato. Segundo ele, a empresa demitiu cerca de 15 mil trabalhadores indiretos e mais de 2 mil funcionários diretos. Oficialmente, a Vale anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários diretos no Brasil e no exterior. "Os números que a Vale está divulgando não são reais", disse. Outro tema a ser questionado pelo sindicato é o pagamento da Parcela de Lucros e Resultados (PLR), que usualmente era equivalente a 4,7 salários, mas agora pode cair para 1,5 salário. Segundo Soares, o sindicato também pretende se reunir com os principais acionistas da Vale, como a Previ e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), para discutir o assunto. O sindicalista é suplente da 11ª cadeira do conselho de administração da mineradora. O titular é João Batista Cavalieri, que também representa os trabalhadores. Nesta segunda, várias centrais sindicais, como Conlutas, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão em Brasília para uma reunião no Ministério do Trabalho para debater as demissões ocorridas recentemente em vários setores, como metalurgia, mineração, construção civil e setor químico. Marcada para as 13 horas, a reunião deve ser seguida por um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Soares.

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