Funcionários da Volks decidem hoje sobre proposta

Funcionários da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidem nesta sexta-feira, em assembléia, se aceitam a proposta de reestruturação da empresa, que prevê o corte de 1.923 vagas na unidade, onde trabalham 14,8 mil pessoas. Eles terão de optar entre ficar em licença remunerada até novembro de 2006, quando termina o acordo de estabilidade na fábrica, recebendo os salários normais; aderir a um programa de demissão voluntária (PDV) e receber 20 salários extras e mais 40% de abono por ano trabalhado; ou ir para um centro de treinamento e, depois, para a Autovisão, que buscará novas atividades para esse pessoal considerado excedente.Já na fábrica de Taubaté, onde há 2.010 excedentes (30% do efetivo), a situação é mais tensa. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Antonio Oliveira, volta a se reunir na tarde desta sexta-feira com o vice-presidente de Recursos Humanos da Volks, João Rached. "Será nosso último round; se a empresa não apresentar proposta melhor, não teremos outra alternativa a não ser a greve", diz o sindicalista.A proposta para Taubaté, onde o acordo de estabilidade vence em fevereiro, é de afastamento dos trabalhadores e, depois a transferência para o centro de treinamento, mas com pagamento de no máximo R$ 1.112. "Na prática representa demissão e transferência com salários menores, pois a média na fábrica é de R$ 1,6 mil", reclama Oliveira. Segundo ele, nas últimas semanas o número de faltas dobrou. Antes, a média diária era de 150 funcionários, número que passou para 300, de um total de 6,5 mil.A Ford também vai abrir um PDV na próxima semana em São Bernardo, onde emprega 4 mil pessoas, mas não divulgou números. A empresa vem reduzindo seu quadro no mundo todo. No último PDV aberto em novembro no ABC, houve 32 adesões. Os funcionários têm estabilidade até março de 2006.

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