Funcionários do BB e da CEF começam greve hoje

Em assembléias realizadas na noite de ontem, em boa parte das capitais, as propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal foram rejeitadas, e os bancários destas instituições entram em greve a partir de hoje. Em São Paulo, funcionários do BB entram a greve a partir de hoje e os da Caixa realizam nova assembléia amanhã para definir sobre greve a partir de quinta-feira. No Rio de Janeiro, as propostas do BB e da Caixa foram rejeitadas e os bancários deflagram greve a partir de hoje; em Brasília, as propostas do BB e da Caixa também foram rejeitadas. Os funcionários do BB deflagram greve nesta terça e os da Caixa realizam mobilização e nova assembléia para deliberar sobre a greve. Em Belo Horizonte, os funcionários do BB e da Caixa rejeitaram a proposta e entram em greve a partir de hoje. Em Porto Alegre, os funcionários do BB entram em greve a partir de hoje e os da Caixa aceitaram a proposta do banco e suspenderam a greve.Os bancários do setor privado fecharam acordo na última sexta-feira com reajuste de 12,6%, abono de R$ 1.500,00 e participação nos lucros e resultados de 80% do salário, mais R$ 650 fixos. Já os bancários do setor público obtiveram proposta semelhantes das direções do BB e da Caixa, mas lutam por uma recomposição maior, pois, segundo a Confederação Nacional dos Bancários, "nos 8 anos do governo Fernando Henrique sofreram um processo de arrocho salarial muito maior. Enquanto os bancários da Fenaban receberam 95,41% de reajuste de setembro de 1994 a agosto de 2002, os funcionários do BB tiveram 36,15% e os da Caixa, 28,26%". De acordo com Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Bancários, "é natural que estes bancários queiram agora recompor o poder de compra dos salários arrochados nos últimos oito anos".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.