Funcionários do Comperj encerram greve de 40 dias

Após quase 40 dias parados os 29,2 mil funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram retomar as atividades nesta segunda-feira, 17. A proposta patronal de reajuste de 9% nos salários e aumento do benefício de vale alimentação para R$ 410 acabou sendo aprovada. A paralisação foi marcada por confrontos violentos e divergências entre trabalhadores dissidentes e o Sindicato dos Trabalhadores do Plano da Construção, Montagem a Manutenção de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), que representa a categoria.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

17 de março de 2014 | 20h13

O acordo ficou abaixo do pleito inicial dos grevistas: 15% de aumento salarial e vale alimentação no valor de R$ 500, entre outros pontos.

Nesta segunda-feira, o Sinticom disse que não tinha informações sobre desconto financeiro dos dias parados. As empresas responsáveis pelas obras, entretanto, informaram em nota que um terço deles serão descontados em dez parcelas a partir do pagamento de abril de 2014; um terço serão compensados; e os demais dias serão abonados se não houver outra paralisação até 31 de janeiro de 2015. Caso haja nova greve os dias serão descontados integralmente, informam.

Cerca de 70% dos operários do Comperj aderiram à greve, que chegou a ser declarada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho.

Projetado em 2006 por US$ 6,5 bilhões, o Comperj prevê a inauguração de sua primeira unidade para agosto de 2016, cerca de cinco anos depois do programado, por pelo menos US$ 13,5 bilhões.

Colaborou Sabrina Valle

Tudo o que sabemos sobre:
comperjgreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.