Funcionários do trabalho são acusados de corrupção no Rio

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 56 pessoas presas na operação Paralelo-251, acusadas de participação em esquemas de corrupção na Delegacia Regional do Trabalho do Rio de janeiro. A denúncia foi protocolada terça-feira à noite na 4.ª Vara Federal Criminal. Os acusados são 44 auditores fiscais do Ministério do Trabalho, dois deles aposentados, 11 agentes administrativos e uma ex-auditora, demitida em 2004 por corrupção, informou o MPF. Todos os auditores são acusados de crime de inserção de dados falsos no sistema informatizado do Ministério do Trabalho. Vinte e cinco deles são acusados também de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Os agentes administrativos são acusados de formação de quadrilha. Sete deles podem responder também pelos crimes de corrupção ativa e passiva e outros dois agentes por falsidade ideológica. A denúncia afirma que, em troca de propinas, auditores omitiam irregularidades encontradas em empresas. Haveria ainda um esquema de homologações fraudulentas e destruição de autos de infração, o que também livrava empresas de multas.

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